86% dos alagoanos passaram a cuidar mais da saúde, diz pesquisa

http://edivaldojunior.com.br/wp-content/uploads/2018/11/diamundialdasaúde.png86% dos alagoanos passaram a cuidar mais da saúde, diz pesquisa

Pesquisa divulgada pelo Ministério da Saúde revela que 86% dos homens alagoanos que participaram das consultas de pré-natal com suas parceiras se sentiram motivados para cuidar melhor da própria saúde. O índice alagoano é maior do que a média nacional de 80,71%.

Segundo os dados, foram ouvidos 867 pais alagoanos. Deste total, 62% participaram das consultas de pré-natal com suas parceiras no Estado.Para o Ministério da Saúde, o levantamento demonstra que a paternidade é a principal porta de entrada do homem na unidade de saúde para que ele também se cuide.

“Na saúde brasileira, por barreiras socioculturais, por exemplo, diferentemente da mulher, a população masculina tende a buscar os serviços de saúde já na atenção especializada – e não no atendimento primário, por meio da promoção da saúde e da prevenção – o que traz como consequência o agravamento de doenças” explica o coordenador da Saúde do Homem do Ministério da Saúde, Francisco Norberto Moreira da Silva.

Embora a pesquisa aponte maior conscientização em relação à saúde, devido a participação no pré-natal, ainda é alto o número de homens que não têm na sua rotina o cuidado com a saúde. Quando questionados sobre o costume de buscar os estabelecimentos públicos de saúde, 38% dos entrevistados de Alagoas afirmaram não ter o hábito de ir nesses locais.

Desse total, 45% informaram que o desinteresse é motivado por nunca ter precisado; falta de interesse ou porque não gosta de hospital. “Contudo, muitos agravos poderiam ser evitados, caso os homens realizassem, com regularidade, as medidas de prevenção”, ressalta Francisco Norberto.

Ele explica que na atenção básica a população masculina pode fazer uma série de exames de check-up, buscando a prevenção, como sangue (hemograma e dosagem dos níveis de colesterol total e frações, triglicerídios, glicemia e insulina); aferição de pressão arterial, teste de glicemia, atualização do cartão de vacina, verificação de peso e cálculo de IMC (índice de massa corporal); e função pulmonar (indicada aos fumantes).

O objetivo do estudo, de acordo com o ministério, é obter dados sobre acesso, acolhimento e cuidados com a saúde masculina nos serviços públicos de saúde e levantar informações sobre o envolvimento do pai no pré-natal e no nascimento da criança.

O Sistema de Informações de Mortalidade (SIM) do Ministério da Saúde mostra que em 2016, 736.842 homens morreram em todo o país. Entre as principais causas de morte estão cânceres (112.272), como de próstata, fígado, pulmonar e de pele; doenças do coração (68.018), como infarto e AVC; agressões (56.409); acidentes (84.139), em especial de transportes (31.565); e doenças cerebrovasculares (51.753); e gripe e pneumonia (41.695).

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