Economistas lançam manifesto pró-Haddad

http://edivaldojunior.com.br/wp-content/uploads/2018/10/size_960_16_9_prefeito-de-sao-paulo-fernando-haddad-pt-em-caminhada-em-capao-redondo.jpgEconomistas lançam manifesto pró-Haddad

Um grupo de economistas brasileiros e estrangeiros lançou, nessa quinta-feira (18), manifesto em apoio à candidatura de Fernando Haddad (PT) à Presidência.

Entre os signatários estão George Akerlof, Prêmio Nobel em Economia (2001), o autor americano James Galbraith e o inglês John Williamson, criador da expressão “Consenso de Washington”, uma série de medidas liberais para promover o desenvolvimento econômico de países mais pobres.Bernard Appy, idealizador de uma proposta de reforma tributária apoiada pela maioria dos candidatos, também endossa o documento.

O manifesto conta ainda com as assinaturas de José Roberto Afonso, especialista em finanças públicas, professor do IDP (Instituto de Direito Público) e pesquisador da Fundação Getulio Vargas, Naercio Menezes Filho, especialista em educação e professor do Insper, e João Sayad, ex-ministro do Planejamento do governo Sarney.

Os signatários dizem ter “posições distintas sobre economia; alguns até são críticos contundentes de políticas econômicas adotadas pelos governos do Partido dos Trabalhadores (PT)”. Mas dizem que está em jogo o regime democrático brasileiro.

“Consideramos que a democracia, a busca pela paz, as liberdades individuais, a pluralidade de opiniões, o combate ao preconceito e o enfrentamento das desigualdades (de renda, de riqueza, regionais, raciais e de gênero) são valores inegociáveis e essenciais.”

Segundo o documento, “Haddad é, neste segundo turno, a melhor alternativa para garantir tais valores”.Intelectuais, advogados e escritores também divulgaram carta em apoio a Haddad e pediram que ex-adversários do petista, como Ciro Gomes (PDT), Geraldo Alckmin (PSDB), Marina Silva (Rede) e João Amoêdo (Novo), componham “necessária frente democrática” contra a candidatura de Jair Bolsonaro (PSL).

No documento, entregue a Haddad em ato nesta quinta, afirmam que, caso o arco não seja efetivo, ou mesmo recusado, os atores políticos serão responsabilizados “pela catástrofe que se anuncia”.

A campanha do PT tem tentado, desde o início do segundo turno, formar uma frente suprapartidária para se contrapor ao capitão reformado, mas Ciro deu apenas “apoio crítico” a Haddad, enquanto Alckmin, Marina e o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso declararam neutralidade.

“A história vai cobrar das lideranças políticas que o fizerem ou deixarem de fazer nestas horas decisivas”, finaliza o documento. Leia a íntegra do documento:

“Manifesto dos Economistas pela Democracia Brasileira

Os signatários desse manifesto têm posições distintas sobre economia; alguns são, inclusive, críticos contundentes de políticas econômicas adotadas pelos governos do Partido dos Trabalhadores (PT). O que está em jogo agora, contudo, é o regime democrático brasileiro e as instituições do Estado de direito.

Consideramos que a democracia, a busca pela paz, as liberdades individuais, a pluralidade de opiniões, o combate ao preconceito e o enfrentamento das desigualdades (de renda, de riqueza, regionais, raciais e de gênero) são valores inegociáveis e essenciais.

Portanto, é imprescindível nos posicionarmos quanto à escolha do próximo presidente do Brasil. Fernando Haddad é, neste segundo turno, a melhor alternativa para garantir tais valores.

Assim, abaixo-assinamos este manifesto em apoio à sua candidatura, em prol da estabilidade política e econômica, do desenvolvimento ambientalmente sustentável, da inclusão social e do combate à corrupção. Para esses mesmos fins democráticos, manteremos uma postura crítica e vigilante ao governo que vier a ser eleito no Brasil em 2018.

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Ana Luiza

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