Marx Beltrão tem melhor desempenho eleitoral no país entre ex-ministros

http://edivaldojunior.com.br/wp-content/uploads/2018/10/63b99176-9ebe-47e2-b85e-1041ba762198.jpgMarx Beltrão tem melhor desempenho eleitoral no país entre ex-ministros

Reeleito deputado federal com 139 mil votos, Marx Beltrão (PSD) tem muito o que comemorar. Ele passou quase quatro anos tentando emplacar uma campanha ao Senado e, por força das composições partidárias, terminou indo para a reeleição na última hora.

Foi uma campanha complicada. Marx Beltrão, por conta da pré-campanha ao Senado teve que construir a campanha de deputado federal em muito menos tempo que outros candidatos.

Ainda assim conseguiu um feito que merece registro. Entre todos os ministros do governo Michel Temer (MDB) foi o que obteve melhor resultado nas urnas.

Vamos relembrar. Dez ministros deixaram os cargos para disputar as eleições.

Meirelles, ex-Fazenda, tentou a presidência e teve apenas 1,2% dos votos. Mendonça Filho (ex-Educação) em Pernambuco, Sarney Filho (ex-Meio Ambiente) no Maranhão e Maurício Quintella (ex-Transportes) em Alagoas tentaram o Senado e perderam. Leonardo Picciani (ex-Esportes) tentou a reeleição para deputado federal no Rio de Janeiro e também perdeu.

Hélder Barbalho (ex-Integração Nacional) conseguiu ir para o segundo turno na disputa pelo governo do Pará e é o único que poderá superar Marx Beltrão.

Os demais ex-ministros, assim como Marx Beltrão (ex-Turismo), conseguiram se reeleger para deputado federal por seus estados, mas com uma votação bem menos expressiva. Ricardo Barros, que foi ministro da Saúde, teve apenas 80 mil votos no Paraná. Fernando Filho (ex-Minas e Energia), apenas 92 mil votos em Pernambuco e Osmar Terra (ex-MDS), apenas 86 mil votos no Rio Grande do Sul.

Marx Beltrão teve melhor desempenho não só no total, mas principalmente no percentual de votos (veja tabela).

Em parte esse resultado deve ser atribuído a uma estratégia acertada de marketing (mérito de Tadeu Lira). Marx Beltrão conseguiu ao mesmo tempo se apresentar como “novo”, como “mudança” e mostrar resultados de seu trabalho como deputado e ministro.

Talvez tenha sido a “leitura” correta do momento, da forma de apresentação do candidato, que tenha faltado para candidatos como Maurício Quintella e Mendonça Filho “chegar lá”. Mas essa é outra história.

GazetaWeb

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Ana Luiza

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