John Oliver fala mal de Jair Bolsonaro em seu programa na HBO

http://edivaldojunior.com.br/wp-content/uploads/2018/10/video.pngJohn Oliver fala mal de Jair Bolsonaro em seu programa na HBO

John Oliver é um ator e comediante britânico, apresentador do programa de sátira política, Last Week Tonight (HBO).
No programa de ontem, John falou sobre a atual situação política do Brasil e sobre a eleição de Bolsonaro.

No inicio do vídeo, John faz piadas com alguns candidatos de nomes como Geraldo Wolverine e até uma versão de Osama Bin Laden.

Em seguida, o comediante alerta sobre o perigo que o Brasil, o 5º maior país do mundo, está correndo caso eleja um “ideólogo perigoso com um potencial de consequências desastrosas”.

John passa pela nossa recessão econômica; segurança pública e o fato de 63 mil homicídios serem cometidos por ano; o caso Lava-Jato comparado como sendo maior que o mais famoso escândalo político de corrupção americano, Watergate, que aconteceu em 1974; chegando até o populismo do ex-presidente Lula e a campanha do Haddad. Trazendo o movimento anti petista de parte da população brasileira.

A partir de 8 minutos do vídeo, o apresentador traz o foco para o candidato Jair Bolsonaro dizendo:

“A melhor coisa que você pode dizer sobre Bolsonaro, é que ele não foi denunciado por um escândalo de corrupção – ainda.”

E continua: “Infelizmente essa é, literalmente, é única coisa boa que você pode dizer sobre ele pois ele é um ser humano terrível”.

John comenta sobre o fato do candidato sempre trazer o símbolo da arma com a mão, inclusive ensinando uma criança a fazer o mesmo sinal.

“Infelizmente, só fica pior a partir disso.” O candidato é então citado como “o Trump Brasileiro”

“[…] Bolsonaro tem o apoio de uma maioria jovem de classe média e alta […] E é preocupante como os jovens estão tão animados com ele pois ele é da direita extrema conservadora que quer retirar o Brasil do Acordo de Paris sobre Mudança do Clima e Regulamentação do Meio Ambiente (tratado que reúne 195 países para reduzir a emissão de dióxido de carbono), ele chamou o refugiados chegando no Brasil de escória do mundo e, para segurança, ele quer facilitar o porte de arma presumindo que os brasileiros lutem por si mesmos. Mas ele também acredita numa aplicação psicoticamente forte da lei dizendo que se um policial não mata, ele não é um policial. O que, incrivelmente, não é nem o top 10 das declarações alarmantes que ele fez e, de alguma forma, ele ainda vai além: Bolsonaro disse no passado ‘eu sou a favor da ditadura’, o que é particularmente preocupante já que ele é um capitão militar aposentado em um país aonde até 1985 era comandando por um brutal regime militar ditatorial, e enquanto esse regime acionou torturas e assassinatos extrajudiciais, Bolsonaro disse que o erro foi ‘não ter ido além o suficiente’.”

O apresentador mostra arquivos de momentos mais controversos do político, como o caso em que ele disse à Maria do Rosário que não a estupraria pois ela não merecia e também entrevistas (inclusive com o cineasta britânico Stephen Fry) nas quais o candidato sugere que os pais deveriam bater nos seus filhos gays.

Em um determinado momento do vídeo, aparece a entrevista com a atriz Ellen Page confrontando o candidato e sua homofobia em um episódio da série Gaycation (2017). Quando a atriz diz que é gay e pergunta se deveria ter apanhado quando criança, Bolsonaro responde: “Eu não vou olhar pra tua cara e dizer eu acho que você é gay. Isso não me interessa. Você é muito simpática. Se eu fosse cadete na Academia das Agulhas Negras e te encontrasse na rua eu ia te assoviar pra você. Tá ok? Muito bonita.”

John, incrédulo, questiona: “O que você está fazendo?” “Ele disse para ela, ‘Eu não bateria em você; eu assediaria você’ e pareceu realmente pensar que isso era um elogio.”

Ao final do vídeo o comediante comenta e apoia o surgimento do movimento Ele Não: “Ele Não é uma ideia verdadeiramente excelente”

E encerra dizendo: “Brasil, eu sei que vocês estão com nojo da sua política no momento e eu sei que vocês não estão inspirados com nenhuma das alternativas, mas qualquer coisa é melhor do que Bolsonaro. O Lula ‘leve’ (Haddad) é melhor, o Homem Aranha (candidato) é melhor […] o ponto é, Bolsonaro não reflete o melhor de quem vocês são, Brasil. E com sorte, vocês ainda tem uma chance de votar Ele Não e não deixar esse homem apontar uma arma para a sua democracia.”

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Ana Luiza

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