Prefeito e ministro anunciam construção de mais 1.776 moradias

http://edivaldojunior.com.br/wp-content/uploads/2018/10/03102018-Assinatura-habitaçao-PF_0095-1024x683.jpgPrefeito e ministro anunciam construção de mais 1.776 moradias

O prefeito Rui Palmeira e o ministro das Cidades, Alexandre Baldy, assinaram, na tarde desta quarta-feira (03), o contrato de autorização para a construção de 1.776 novas unidades habitacionais para Maceió, destinadas às famílias das comunidades Sururu de Capote, Muvuca e Torre. A reunião aconteceu na Prefeitura de Maceió, em Jaraguá, e contou com a participação do secretário municipal de Desenvolvimento Territorial e Meio Ambiente, Mac Lira, e do superintendente estadual em exercício da Caixa Econômica Federal, Kleber Paz.

“É uma obra que marca a nossa cidade. Só podemos agradecer ao ministro Alexandre Baldy, o terceiro ministro que procuramos e que acreditou nesse projeto. Garantimos hoje quase 1.800 unidades habitacionais para pessoas que hoje moram nas favelas Sururu de Capote, Torre e Muvuca. Os apartamentos serão construídos onde hoje é uma das vias, uma das faixas de rolamento, e, futuramente, quando as famílias saírem das favelas para suas novas moradias, vamos passar com a nova via, margeando a lagoa para evitar futuras invasões. Com isso, esperamos solucionar definitivamente a questão da orla lagunar. Uma chaga que envergonha a todos nós”, disse o prefeito Rui Palmeira.

Para a construção das novas unidades habitacionais, serão destinados mais de R$ 150 milhões. “As obras de intervenção e recuperação daquela região estão com os recursos assegurados. Nós contemplamos obras de saneamento básico, porque hoje, imaginem, que todas aquelas famílias que vivem naquelas comunidades despejam seus dejetos na lagoa. Vivem, inclusive, da pesca e, infelizmente, a poluição por elas mesmas criada, tem causado dificuldades econômicas”, disse o ministro das Cidades, Alexandre Baldy.

Ainda segundo Baldy, em visita que fez, em janeiro deste ano, à comunidade Sururu de Capote, mostrou a real necessidade de execução do projeto proposto pela Prefeitura de Maceió. “A ideia nos tocou pela realidade das pessoas que vivem ali. Quero parabenizar a Prefeitura porque, realmente, é um projeto exemplo para o Brasil e que vai construir 1.776 moradias para reassentar as famílias que vivem em condições precárias em uma nova moradia, em um conjunto do Minha Casa Minha Vida”, afirmou.

As unidades habitacionais fazem parte do Projeto Vilas do Mundaú, que irá revitalizar e reurbanizar a orla lagunar de Maceió. O projeto contempla a própria região lagunar e será erguido onde, atualmente, está a Avenida Senador Rui Palmeira. A via será deslocada para a área limítrofe, entre a lagoa e as novas unidades habitacionais. Na execução da obra está incluída a construção de áreas de lazer, creche, escola e posto de saúde.

De acordo com o secretário municipal de Desenvolvimento Territorial, Mas Lira, o projeto para retirar as famílias que hoje ocupam a orla lagunar é um sonho antigo. “Em janeiro, fizemos um convite ao ministro e ele ficou muito tocado com o que viu. Um projeto que precisava não só do apoio do governo federal, mas do Ministério Público Estadual (MPE), que cobrava ao Município algumas ações naquela região, bem como a Procuradoria Regional do Trabalho, a Superintendência do Patrimônio da União, fundamental pela cessão daquela área para o Município”, explica.

O secretário destaca o empenho da Prefeitura em executar os projetos de moradia de interesse social. “O que marca a atual gestão é a política pública como deve ser feita. Não se muda a vida das pessoas com palavras. Temos feito ações, muitas vezes silenciosas, mas com resultados concretos. Não é à toa que construímos e entregamos mais de 10 mil unidades em seis anos de governo”, destaca Mac Lira.

Segundo explicou o superintendente estadual da Caixa Econômica Federal, Kleber Paz, a reurbanização da orla lagunar está dentro do Programa Minha Casa Minha Vida. “Estamos na concepção desde o início. Hoje, a assinatura assegura esses recursos e aguardamos o cumprimento de uma etapa necessária, que é o chamamento público. Dentro de 30 dias ele deve estar consolidado e saberemos qual a construtora responsável pelas obras. A partir daí, será assinado um contrato com a Caixa, o Município e a construtora com o prazo de 18 meses para a conclusão de obra. Será o momento onde começam a ocorrer os desembolsos dos recursos que estão assegurados para a obra”, afirmou.

ASCOM MACEIÓ

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Ana Luiza

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