Moeda de troca? Deputado diz que é aliado de Temer porque acredita nas reformas

Exonerado do cargo de superintendente Regional do Trabalho de Alagoas, na quinta-feira, 13, Israel Lessa saiu “atirando”.

Indicado pelo deputado federal Ronaldo Lessa (PDT), que foi para a oposição a Michel Temer, Israel disse que o cargo foi usado como moeda de troca pelo presidente. “O governo negociou com outro deputado o cargo para ter a certeza do voto para salvar a vida de Temer nessa votação que está para acontecer”, apontou em entrevista à Gazetaweb.

O novo superintendente da SRT em Alagoas, Antônio Carlos de Almeida Barbosa, foi indicado pelo deputado federal Nivaldo Albuquerque (PRP).

O deputado assume a indicação e diz que não houve nenhuma troca ou negociação, até porque ele já era aliado do presidente Michel Temer e já tinha declarado voto a favor do presidente e contra a admissibilidade da denúncia pelo STF.

“Moeda de troca”? Jamais! Minha formação, minha dignidade, minha consciência, meu carácter… Isso não tem preço! Um homem de bem não se vende! Sou aliado do presidente Michel Temer por convicção! Acredito nas reformas e sei que o país está se recuperando”, diz.

Segundo Nivaldo Albuquerque, a indicação da SRT em Alagoas surgiu de “forma espontânea, natural e necessária”.

O deputado diz que ainda que “o PTB, partido que meu pai (Antônio Albuquerque) preside em alagoas, indicou o Ministro do Trabalho, com isso fomos convidados a fazer a indicação. O governo federal quer ajudar Alagoas, quer ajudar os trabalhadores, porém não encontrava a na gestão passada o interesse necessário para que isso acontecesse. Por isso a mudança”.

Nivaldo reforça: “Só fiz essa indicação, mas estou pronto para ajudar o governo em qualquer área q for preciso”.

Lessa mantém “silêncio”

Com Ronaldo Lessa na oposição, a troca de de um indicado dele para qualquer cargo federal era questão de tempo. O senador Renan Calheiros (PMDB), que rompeu com o governo, também teria “perdido” todos os cargos em Alagoas e em Brasília, segundo versões que circulam na imprensa local.

O deputado federal do PDT não gostou da mudança. Ainda assim, Ronaldo Lessa preferiu manter, até agora, o silêncio sobre essa questão.

Claro que a partir de agora ele tende a adotar um tom mais duro nos discursos e nas votações na Câmara Federal.

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Juliana Amaral

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