Usinas da Laginha podem ser vendidas nesta sexta-feira com ‘preço velho’

As duas usinas da massa falida da Laginha Agroindustrial SA localizadas em Minagas Gerais podem ser vendidas nesta sexta-feira, 28, com preço abaixo de mercado. Isso porque os juízes responsáveis pelo processo (Leandro de Castro Folly, José Eduardo Nobre Carlos e Phillippe Melo Alcântara Falcão) negaram pedido para nova avaliação do valor das indústrias feito pelo Banco do Nordeste – maior credor da massa falida.

A justiça confirmou realização de audiência para receber propostas de compra das usinas Vale do Paraíba e Triálcool, ambas localizadas em Minas Gerais. Os magistrados designaram o dia 28 de abril de 2017, às 9h, na sede da 1ª Vara da Comarca de Coruripe/AL, para abertura dos envelopes lacrados dos interessados, contendo o preço que estão dispostos a pagar pelos ativos.

Como a avaliação das duas usinas foi feita em 2014, quando o mercado de açúcar estava em baixa, e de lá para cá já se vão quase três anos, o Banco do Nordeste pediu, nos autos do processo, que fosse feita uma nova avaliação dos ativos.

Veja o despacho dos magistrados: “O Administrador Judicial substituído informou, através da petição de páginas 60.970-60.971, que o Banco do Nordeste havia requerido administrativamente autorização para realizar avaliação das Usinas Trialcool e Vale do Paranaíba. Parecer do Ministério Público pelo indeferimento do pedido, argumentando que retomar o processo de avaliação de ativos não seria medida que visa à celeridade deste processo. Os imóveis já foram avaliados e arrecadados em 23/11/2015, sem manifestação contrária dos credores, não sendo oportuno, às vésperas da audiência para recebimento de propostas, uma nova avaliação realizada por credor. Acolho o parecer do Ministério Público, para indeferir tal pedido, mantendo a última avaliação realizada”.

Avaliação de mais de R$ 400 milhões

O valor de avaliação das duas unidades levantado em 2014 e validado pela Justiça de Alagoas em 2015 era de cerca de R$ 440 milhões: Usina Triálcool – Valor Global sem Cana R$ 227,7 milhões e Usina Vale de Paranaíba – Valor Global sem Cana R$ 211,2 milhões. Esses valores estão defasados e podem gerar perdas para a massa falida e, por tabela, para os credores.

O valor de avaliação das duas usinas representa apenas cerca de 20% dos débitos da massa falida apurados pela Justiça – cerca de R$ 2 bilhões.

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Edivaldo Junior

Edivaldo Junior

Edivaldo Junior é jornalista, colunista da Gazeta de Alagoas e editor do caderno Gazeta Rural

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  1. 28 de abril de 2017 | Sebastião de araujo disse:
    Aqui nas Minas Gerais, nós, ex-funcionários, precisamos de notícias "quentes". Contamos com você nobre jornalista.

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