Setor agropecuário dinamiza economia de municípios alagoanos

A Secretaria de Estado do Planejamento, Gestão e Patrimônio (Seplag), em parceria com o IBGE e demais Unidades da Federação, anunciou os resultados do Produto Interno Bruto dos Municípios referentes a 2014. O Estado de Alagoas, nesse período, obteve PIB de R$ 40,975 bilhões, e, no montante, 44,67% está concentrado na capital Maceió.

Os cinco menores municípios alagoanos (Belém, Olho D’água Grande, Palestina, Mar Vermelho e Pindoba) responderam por menos de 0,33% do PIB do Estado, no ano de 2014. O gerente de Estatística e Indicadores da Seplag, Roberson Leite, explica o motivo do resultado.

“A pouca representatividade dessas cidades ocorre por conta da baixa dinâmica econômica, uma vez que elas apresentam em sua composição os setores da Agropecuária voltada para subsistência, da Indústria incipiente e de Serviços, com forte presença do subsetor da Administração, educação e saúde públicas, defesa e seguridade social”, detalha Roberson Leite.

Os 102 municípios alagoanos foram avaliados e, levando-se em consideração a variação real anual do PIB, o Estado de Alagoas situou-se na terceira posição do ranking entre as Unidades da Federação, e em segunda posição com relação aos estados da região Nordeste.

As maiores evoluções e involuções percentuais no PIB

Alagoas apresenta, historicamente, uma elevada concentração quanto ao exame do PIB, visto que os cinco maiores municípios (Maceió, Arapiraca, Marechal Deodoro, São Miguel dos Campos e Coruripe) são responsáveis por 61,50% do agregado total gerado no Estado.

No entanto, é importante ressaltar que pequenos municípios têm se destacado na contribuição do PIB alagoano, uma vez que incentivos nesse sentido obtiveram crescimento. Limoeiro de Anadia, Santa Luzia do Norte, Santana do Mundaú e Chã Preta obtiveram evoluções percentuais de 62,07%, 51,10%, 51,04%, 50,44% e 49,18%, respectivamente. De acordo com o economista da Seplag, Allisson Gonçalves, as culturas do abacaxi, laranja e banana, bem como a produção de adubos e fertilizantes, foram os responsáveis pela evolução destes municípios.

Por outro lado, os municípios de Feliz Deserto, Pilar, Taquarana, Teotônio Vilela e Japaratinga apresentaram as maiores involuções, -24,66%, -24,36%, -20,04%, -9,39 e -7,78%, respectivamente. Os setores primário e secundário exibiram queda, influenciando no resultado do PIB.

Para o superintendente de Produção da Informação e do Conhecimento (Sinc), Thiago Ávila, o desenvolvimento do Estado depende do desenvolvimento dos municípios. “É fundamental que, especialmente os novos gestores, se apropriem desses dados para que possam desenvolver ou articular o envolvimento de políticas locais para o desenvolvimento de políticas públicas em prol do desenvolvimento socioeconômico. Uma vez que os municípios não se desenvolvem, o Estado também para de crescer. Mesmo com uma crise financeira afetando o País, não podemos ficar de braços cruzados. É preciso entender os números e adotar as providências cabíveis ao nosso alcance, para desenvolver a economia de Alagoas”, pontuou o superintendente da Seplag.

Para ter acesso à Nota Técnica completa, acesse o link: http://dados.al.gov.br/dataset/notas-tecnicas-pib-dos-municipios-alagoanos/resource/31d88331-4c14-4ae5-947b-e9ac4a09a0e7


Agência Alagoas

Descrição do autor

Redação

Ainda não há comentários.

Participe da conversa