Ato público vai chamar a atenção da sociedade para a violência contra a juventude negra

O Instituto Raízes de Áfricas e outras entidades representativas do movimento negro promovem neste domingo (13) o ato público Somos tod@s Cláudia!, para chamar a atenção da sociedade alagoana para a violência contra a juventude negra. O ato conta com o apoio das professoras do Curso de Serviço Social da Faculdade Integrada Tiradentes (Fits), Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas (Uncisal), Prefeitura de Maceió, Faculdade Roberto Marinho e entidades da sociedade civil.

A caminhada está prevista para começar às 9h no Posto 7, na Jatiúca, com a participação da banda afro Gurugumba de Viçosa.

De acordo com a professora Arísia Barros, a caminhada é uma forma de conscientizar a sociedade alagoana sobre os efeitos de práticas racistas contra a população negra. “É preciso conscientizar. O racismo fecha espaços, restringe oportunidades. O ato é uma forma de mostrar indignação contra a violência que afeta a população negra e contra a violência sexual, onde a maioria das vítimas também é preta e pobre”, comenta.

A mobilização prossegue no dia 14, às 15h, quando haverá sessão especial no plenário da Assembleia Legislativa Estadual para debater a Educação Antirracista, a Lei nº 10.639/03, que inclui no currículo oficial da rede pública de ensino a obrigatoriedade da temática História e Cultura Afro-brasileira e o Plano Juventude Viva.

Promovida ela 9ª Comissão Permanente de Direitos Humanos, em parceria com o Instituto Raízes de Áfricas, a audiência pública conta com a participação do Ministério da Educação e da Secretaria Nacional de Juventude. “Essa é também uma ação de controle social, já que vamos buscar subsídios sobre os resultados do plano Juventude Viva, implantado há um ano e seis meses”, afirma Arísia Barros.

Agência Alagoas

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Bccom Comunicação

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