Para conter ‘fúria’ de aliados, Vilela promete apoiar 3 chapas

Em diferentes reuniões com líderes da base aliada, na sexta-feira, 4, Teotonio Vilela Filho enfrentou – cara a cara – o descontentamento com escolha de Eduardo Tavares para disputar o governo pelo PSDB.

Para baixar a temperatura, o governador prometeu apoio a todos os candidatos da base aliada e admitiu, pela primeira vez, que seu grupo terá três candidatos ao governo.

Para justificar a decisão, Vilela ancorou seus argumentos em Aécio Neves: “o PSDB nacional estava cobrando um palanque em Alagoas e o partido não poderia deixar de dar uma resposta”, ponderou a um dos interlocutores.

O governo, avisou Vilela, vai apoiar todos os candidatos, “sem dar preferência a ninguém”. Foi com a promessa de que Tavares – se for candidato – será do PSDB e não do Palácio, que o PP de Benedito de Lira decidiu continuar no grupo.

O PSB de Alexandre Toledo também adotou o mesmo comportamento. Ao menos por enquanto, ninguém vai entregar cargos e o governo de Alagoas vai viver a inusitada situação de dar suporte a candidatos de três palanques nacionais diferentes.

Cada um dos candidatos vai levar para a campanha ônus e bônus, aprovação e rejeição do governo. Esse será o preço para manter, por mais alguns meses, cargos importantes no Estado. Entre os insatisfeitos, o PSB tem duas secretarias (Trabalho e Mulher e Cidadania), o PP tem duas (Educação e Ação Social) e o DEM tem uma (Agricultura). Isso sem falar em órgãos importantes do segundo Escalão e de outros partidos, como o PPS e o PR que também tem secretarias.

Voto de confiança

O deputado federal Arthur Lira, do PP, saiu do encontro com Téo Vilela convencido que não existe motivos, ao menos por enquanto, para rompimento: “se o governador cumprir o que foi dito, de que não vai favorecer candidato A ou candidato B, vamos permanecer no governo. O que não vamos aceitar é a máquina trabalhe em favor de um em detrimento dos demais. Se for respeitado o que já aconteceu até agora, sem mexer nas composições já definidas, não vejo problema. Vamos seguir em frente e no segundo turno todos se juntam”, afirma.

O PSB também decidiu ficar no governo, mas adiantou que mantém a candidatura de Alexandre Toledo.

Falta, agora o posicionamento do DEM, do vice-governador Zé Thomaz Nonô, que foi lançado para o governo. Será que ele mantém a candidatura ou vai encarar uma disputa para o Senado?

Quanto a Fireman e Luiz Otávio Gomes – anotem – eles vão manter o silêncio. Ao menos por enquanto.

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Edivaldo Junior

Edivaldo Junior

Edivaldo Junior é jornalista, colunista da Gazeta de Alagoas e editor do caderno Gazeta Rural

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