Fake News: Empresas negam que farão demissões caso ‘esquerda’ vença

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É falsa a informação que circula nas redes sociais de que um grupo de 22 empresas planeja demitir seus funcionários caso partidos de esquerda vençam as eleições presidenciais deste ano.

Segundo a mensagem enviada pelos leitores à Folha de S.Paulo, um total de 1 milhão de vagas seriam fechadas se um candidato da esquerda fosse eleito presidente da República. A sequência da mensagem traz uma lista com o nome das empresas e o número de demissões de cada uma delas.

As companhias citadas, e os supostos cortes, são: Havan (15 mil cortes), O Boticário (2.322), Coca-Cola (6.232), Embraer (1.547), Mercedes-Benz (2.875), Banco Nordeste (1.986), Ford (3.583), Volvo (1.336), Ipiranga (3.465), Ambev (4.456), Samsung (3.333), Toyota (2.765), Walmart Brasil (5.987), Lojas Americanas (1.434), Magazine Luiza (1.555), Honda (2.634), McDonald’s (1.434), Copel (1.234), Natura (1.765), Armazém Mateus (869), Ultragaz (567) e Suzano (876).

Até agora, todas as empresas que responderam ao contato da reportagem negaram qualquer movimento neste sentido. Algumas, inclusive, afirmam que estão expandindo o número de contratações, independente do resultado das eleições.

A Havan, empresa citada como a líder de cortes pela mensagem, nega que vá demitir funcionários. A polêmica envolvendo a loja de departamentos e as eleições começou quando o empresário e dono da loja de departamentos, Luciano Hang, publicou um vídeo nas redes sociais dizendo para seus que, caso o PT vença a eleição, a loja de departamento Havan pode deixar de criar empregos.

Na terça-feira (2), a Justiça do Trabalho em Santa Catarina determinou que Hang deixe de realizar atos direcionados a seis empregados em apoio ao ao presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) e a qualquer outro candidato.

A empresa, que tem 15 mil funcionários, nega o boato de cortar todas suas vagas. Sobre a determinação da Justiça, Hang disse que o voto é secreto nega coação e afirma que fará uma transmissão hoje em suas redes sociais para falar sobre o assunto. Porém, o empresário voltou a fazer fortes críticas à esquerda.

“Somente esta semana eu conversei com 20 milhões de pessoas nas redes sociais. É disso que a esquerda tem medo, da força da minha voz. Todos queremos que o nosso país volte a crescer e as eleições são a nossa oportunidade de ajudar neste processo de crescimento”, disse, em comunicado.

Confira, abaixo o posicionamento das empresas citadas no comunicado.

HAVAN – O boato é falso. Em nenhum momento o Luciano Hang disse que demitiria seus funcionários. O que ele fez foi uma análise do cenário atual.

“Em 2015, durante a maior crise econômica do nosso país, a Havan precisou demitir 5.000 colaboradores. Depois da saída da Dilma da presidência, a Havan voltou a crescer e foram contratados 8.000 funcionários. E isso é fácil de perceber pela reação do mercado ao constatar o crescimento das intenções de voto para o Bolsonaro, os índices da bolsa subiram e o dólar caiu. O que eu ponderei no vídeo é que se a esquerda voltar ao poder, o Brasil entrará em crise novamente e é óbvio que haverá falta de empregos e demissões.”

O BOTICÁRIO – O Grupo O Boticário nega as afirmações.

MCDONALD’S – Trata-se de FakeNews. A empresa está vivendo seu melhor momento e se orgulha em ser uma das maiores geradoras de emprego no país. Só neste ano, o McDonald’s já contratou mais de 10 mil pessoas no Brasil e o ritmo deve permanecer o mesmo pelos próximos anos, independentemente do resultado das eleições.

AMBEV – A Cervejaria Ambev esclarece que a informação não é verdadeira. A empresa não toma decisões de negócios baseadas em cenários eleitorais.

EMBRAER – A Embraer não comenta notícias falsas.

MERCEDES-BENZ – A Mercedes-Benz afirma que a informação não procede.

HONDA – A Honda informa que o boato não tem qualquer fundamento. De fato, trata-se de fake news.

VOLVO – A Volvo afirmou que a afirmação não é verdadeira.

TOYOTA – A informação não procede. O RH da Toyota do Brasil não possui este direcionamento.

COCA-COLA – A notícia é falsa. A Coca-Cola Brasil repudia fake news como essa que comprometem o ambiente democrático no país.

SAMSUNG – A Samsung esclarece que a informação não procede.

WALMART BRASIL – O Walmart Brasil nega a informação e enfatiza que a considera absurda. A empresa repudia incondicionalmente qualquer comportamento abusivo e está integralmente comprometida com os valores da ética e integridade. Reitera ainda que jamais autorizou, nem concorda ou apoia qualquer tipo de atitude como a relatada.

LOJAS AMERICANAS – Lojas Americanas e Americanas.com desmentem veementemente o conteúdo da notícia e informam que adotam postura neutra em relação às questões político-partidárias e respeitam a democracia.

IPIRANGA – A Ipiranga esclarece que é falsa a informação que circula nas redes sociais de que ocorrerá demissão a depender do resultado desta eleição presidencial. A empresa reforça que é apartidária, respeita a pluralidade democrática e repudia informações falsas em seu nome.

NATURA – A informação é falsa. Dada a importância do fortalecimento da democracia, com processos eleitorais justos e transparentes, a Natura mantem-se imparcial diante de partidos e candidaturas. Isso significa que a empresa não apoia uma ou outra candidatura, nem faz contribuições para campanhas desde 2006, antes da proibição de doações por empresas. Nossa imparcialidade funda-se na diversidade que a empresa representa no país e no exterior. Temos a mesma postura com consumidoras, consultoras, colaboradores, fornecedores, acionistas e em diferentes contextos sociais, políticos e culturais. A Natura considera relevante um permanente, respeitoso e apartidário diálogo entre empresas, governos e sociedade civil, sejam quais forem os governantes legitimamente escolhidos para a construção do desenvolvimento justo e sustentável. Ao mesmo tempo, a Natura preza pelo exercício ativo e participativo da cidadania de todas e todos que compõem sua rede de relações. A participação e a consciência política são essenciais para o fortalecimento da democracia.

MAGAZINE LUIZA – A informação é falsa. O Magazine Luiza está aumentando o número de funcionários, neste ano. A empresa, aliás, tem planos de abrir mais lojas e elevar o quadro de funcionários (hoje em cerca de 25 mil), independente do resultado das eleições. Em 2018, o Magazine Luiza entrou em dois novos estados: Maranhão e Goiás, expandindo seu mercado. A companhia também está com processo de seleção de trainee e estagiários em andamento.

GRUPO MATEUS – O Grupo Mateus nega esta informação e reforça que, ao contrário, serão geradas mais de 1.000 vagas de trabalho na inauguração de três novas lojas no Maranhão até o final deste ano.

COPEL – A Copel nega veementemente essa informação. Em nenhuma hipótese a empresa adotaria este tipo de postura coercitiva. Conforme consta em nosso código de conduta, a Copel pauta suas ações no respeito às partes relacionadas e interessadas, valoriza a confiança conquistada ao longo de sua história e incentiva a consideração e a cortesia com o próximo. A empresa tem o compromisso de apoiar, proteger e preservar os direitos humanos e as relações de trabalho, adotando políticas e práticas que contribuam para este fim. Entre as condutas não aceitas descritas em nosso código, consta a de “praticar ou incentivar qualquer tipo de assédio, especialmente os de natureza moral, sexual e econômica, o que inclui conduta verbal ou física de humilhação, coação ou ameaça a empregados, administradores, contratados, estagiários ou qualquer outra pessoa. Apenas para informação, reforçamos que a Copel é uma empresa de capital misto, em que o principal acionista é o governo do Estado do Paraná, e que para a admissão de seus funcionários usa o critério legal de concurso público.

SUZANO – A Suzano esclarece que a informação não procede. Trata-se de fake news. Isso nunca foi sequer cogitado.

ULTRAGAZ – Checamos o boato e a notícia não é procedente. A Ultragaz repudia tais boatos e não compactua com a disseminação de tal Fake News.

BANCO DO NORDESTE – Não quis comentar.

FORD – Não se pronunciou. Com informações da Folhapress.


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Redação

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