PCU: adolescentes e instituições debatem exclusão escolar

http://edivaldojunior.com.br/wp-content/uploads/2018/09/37144_ext_arquivo-1.jpgPCU: adolescentes e instituições debatem exclusão escolar

O último dia do 1º Diálogo Temático Intersetorial da PCU sobre o Enfrentamento à Exclusão Escolar foi encerrado com ações e propostas de combate ao abandono e à exclusão escolar. O evento aconteceu nesta quinta-feira (6), no Auditório Professor Almachio de Oliveira Costa, da Escola Superior da Magistratura do Estado de Alagoas (Esmal), e reuniu instituições, parceiros, professores e adolescentes com a proposta de encontrar caminhos para a construção de novas propostas para educação.

A realização dos Diálogos Temáticos contam com o apoio da Prefeitura de Maceió e tem a parceria do Fundo das Nações Unidas para Infância (Unicef) e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud).

O público presente foi dividido em vários grupos de estudos que discutiram problematizações e sugestões de propostas. As ações e propostas apresentadas foram baseadas em diversas temáticas como gestão escolar, mobilidade urbana e vulnerabilidade. Os temas têm relação direta com os profissionais que trabalham para o enfrentamento da exclusão escolar.

De acordo com Juliana Vergetti, consultora do Unicef, o evento foi um passo muito importante não só para identificar os problemas de evasão e exclusão escolar, mas também para propor soluções. “Tivemos uma oportunidade riquíssima de vermos não somente os dados relacionados à exclusão escolar de Maceió, como também acompanhamos os avanços e conquistas na educação”, afirmou ela, destacando o avanço da rede no Ideb.

Segundo Angelina Araújo, integrante do comissão do Diálogos Temáticos Intersetorial e coordenadora da Educação Infantil da Secretaria Municipal de Educação (Semed), a discussão sobre a assistência às crianças e aos adolescentes é de extrema importância. “Muitas crianças e adolescentes às vezes não vão às escolas porque enfrentam diversas dificuldades na própria comunidade. É para essas pessoas que o núcleo escolar deve olhar e apresentar mais afetividade”, declarou.

“Ao invés de ajudar, a sociedade muitas vezes atrapalha porque tudo o que os adolescentes querem é ser compreendidos. O problema não é a escola, mas sim a sociedade que não faz sua parte”, revelou o estudante Kevisson Fellypy, representante do Centro de Referência e Assistência Social (Cras) Cidade Sorriso I. “É um momento especial, onde podemos falar a nossa vivência nas escolas e até mesmo na comunidade, pois precisamos ser compreendidos”, acrescentou o adolescente de 17 anos.

Noemi Santos, aluna da Escola Municipal Antídio Vieira, também participou do evento. “É um momento de inspiração para nós, que, além de aprendermos muita coisa, ajudamos também com ideias de melhorias para os adolescentes que estão fora e dentro das escolas”, frisou.

O evento fez parte dos trabalhos do segundo ciclo da Plataforma dos Centros Urbanos (PCU) em Maceió.

Ascom Semed

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