No Estadão: Ausência do PT no debate reforça inelegibilidade de Lula, dizem analistas

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A ausência do candidato do PT no primeiro debate presidencial das eleições 2018 reforça a inelegibilidade do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, condenado e preso pela Operação Lava Jato, avaliam analistas ouvidos pelo Estado na manhã desta sexta-feira, 10. Preso em Curitiba desde 7 de abril pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, o petista não obteve autorização judicial para participar do programa.

O cientista político Rodrigo Prando, da Universidade Presbiteriana Mackenzie, comenta que a ausência partido no debate faz o eleitorado entender algo que ainda não estava claro: a inelegibilidade do ex-presidente Lula. “Simbolicamente, foi importante para as pessoas entenderem que, juridicamente, a manobra do PT de colocar o Lula em evidência não surte efeito legal”, afirma. “É uma estratégia eleitoral, política”, diz.

Segundo Prando, isso faz com que eleitores que tinham o ex-presidente como opção passem a repensar as alternativas. “O PT optou por reafirmar o discurso de vítima, de perseguição, para mantê-lo em evidência. Isso teve bônus, como constar o nome nas pesquisas de intenção de votos, mas sua ausência no debate foi um ônus”, avalia.

Leia a notícia na íntegra no site do Estadão.

Na primeira pesquisa após as convenções partidárias, Bolsonaro lidera (O Antagonista)

Na primeira pesquisa após o fim do prazo das convenções partidárias, Jair Bolsonaro continua liderando a corrida presidencial.

Eis o resultado, divulgado há pouco pela XP Investimentos, no cenário sem o presidiário e sem o poste do presidiário:

Jair Bolsonaro – 23%
Marina Silva – 12%
Geraldo Alckmin – 10%
Ciro Gomes – 9%
Alvaro Dias – 5%
Manuela D’Ávila – 3%
Henrique Meirelles – 3%
Guilherme Boulos – 1%

‘Apoiado por Lula’, Haddad subiria para a segunda posição
A pesquisa da XP Investimentos divulgada há pouco mostra que Fernando Haddad como candidato do PT teria 3% das intenções de voto, ficando à frente apenas de Henrique Meirelles e Guilherme Boulos.

Apresentado como “apoiado por Lula”, porém, a pesquisa indica que a preferência por ele saltaria a ponto de levá-lo ao segundo lugar, com 13% das intenções de voto, atrás somente de Jair Bolsonaro.

Marina à frente de Bolsonaro em segundo turno, diz pesquisa
Marina Silva aparece à frente de Jair Bolsonaro em um eventual segundo turno entre os dois, mostra pesquisa da XP Investimentos divulgada hoje.

A candidata da Rede teria 38% dos votos válidos, enquanto o deputado do PSL ficaria com 32%.

Trata-se de um empate técnico, se considerada a margem de erro de 3,2 pontos percentuais para mais ou para menos.

A XP pontua que essa é a maior diferença já registrada a favor da ex-senadora.

Como mostramos mais cedo, Bolsonaro venceria Fernando Haddad em eventual segundo turno, e empataria com Geraldo Alckmin e Ciro Gomes.

Bolsonaro ficaria tecnicamente empatado com Alckmin e Ciro
A XP Investimentos testou alguns cenários de eventual segundo turno.

Jair Bolsonaro ficaria tecnicamente empatado em disputa com Geraldo Alckmin ou Ciro Gomes.

Jair Bolsonaro – 33%
Geraldo Alckmin – 33%

Alta rejeição aos candidatos
A pesquisa da XP também atualiza o ranking de rejeição.

O presidiário e Ciro Gomes lideram, mas o cenário é embolado.

Lula – 60%
Ciro Gomes – 60%
Marina Silva – 59%
Jair Bolsonaro – 57%
Geraldo Alckmin – 57%
Fernando Haddad – 56%
Alvaro Dias – 46%

Audiência de debate da Band supera a de 2014
Números consolidados do Ibope mostram que o debate dos presidenciáveis transmitido ontem pela Band registrou 6,2 pontos de audiência em São Paulo, registra Patrícia Kogut em O Globo.

O índice superou o do primeiro debate de 2014 (5 pontos) e deixou a emissora em terceiro lugar na audiência, atrás apenas de Globo e SBT. Na Grande São Paulo, cada ponto no Ibope corresponde a cerca de 200 mil pessoas.

No YouTube, o evento teve 390 mil espectadores simultâneos e bateu o recorde de visualizações ao mesmo tempo de uma transmissão ao vivo na plataforma no Brasil.

“A tendência é que Daciolo cresça e muitos votos para ele vão sair do Bolsonaro”
O presidente do Patriota, Adilson Barroso, disse a O Antagonista acreditar que Cabo Daciolo vai “roubar” votos de Jair Bolsonaro ao longo da campanha.

“Não sei se o Bolsonaro já percebeu, mas a tendência é que Daciolo cresça e muitos votos para ele vão sair do Bolsonaro.”

O Patriota foi o partido com quem Bolsonaro chegou a fechar acordo, antes de decidir ir para o PSL. Barroso não esconde o descontentamento.

“Se ele estivesse aqui conosco, ninguém tomaria esta eleição do Bolsonaro. Eu dizia a ele que é preciso ter ideias, não apenas o confronto de boca.”

O presidente do Patriota acrescentou:

“Quando o Bolsonaro veio conosco, em março de 2017, ele era, sim, desconhecido de muita gente, igual o Daciolo hoje. E virou um fenômeno. Vou fazer o mesmo com o Daciolo, que é honesto, temente a Deus e patriota.”

Ele aproveitou para rivalizar ainda mais:

“Daciolo é militar também, mas é bombeiro, muito mais respeitado pela população.”

A estratégia de Alckmin contra Bolsonaro
Andréia Sadi diz que aliados de Geraldo Alckmin admitem que foi calculada a estratégia de o tucano evitar o confronto direto com Jair Bolsonaro no debate da Band.

O candidato do PSDB aposta no tempo de TV para “desconstruir” o adversário.

“A avaliação do QG tucano é a de que o eleitor tende a desconfiar da crítica ou ataque quando parte da boca de um político tradicional. Isso seria especialmente negativo no momento em que o PSDB está desgastado por conta das denúncias de corrupção envolvendo seus principais líderes.”

The Economist ataca Bolsonaro
A revista britânica The Economist publicou um editorial com o título “Brasília, we have a problem”, afirmando que Jair Bolsonaro é um risco à democracia.

Entre outras críticas, a revista diz que há pouca evidência de que o candidato conheça os problemas econômicos do país.

O importante é não cometer nenhum desastre
Avaliação de um experiente líder político sobre o desempenho dos candidatos no primeiro debate presidencial, realizado ontem à noite na Band: o importante é não cometer nenhum erro que se transforme num desastre e que seja amplificado nas redes sociais. Para ele, ninguém cometeu essa falha grave. /M.M.

Bolsonaro seduz indecisos
Na pesquisa qualitativa feita pelo Ideia Big Data para instituições do mercado financeiro, 75% dos indecisos que responderam às perguntas permaneceram assim ao fim do confronto. Entre os que disseram ter optado por um dos candidatos, a maior fatia foi para Jair Bolsonaro.

Mas o candidato do PSL também pontua alto na rejeição: questionados sobre em quem dos oponentes não votariam de jeito algum, os pesquisados apontaram em primeiro lugar Cabo Daciolo (Patriotas) e em segundo Bolsonaro. / V.M.

Flavio Rocha no bonde de Bolsonaro
O empresario Flavio Rocha, controlador das lojas Riachuelo e ex-presidenciável pelo PRB — partido que acabou se aliado ao tucano Geraldo Alckmin –, anunciou o apoio a Jair Bolsonaro, candidato à Presidência pelo PSL.

Segundo o jornal Gazeta do Povo, o anúncio aconteceu depois de uma reunião entre Rocha e Bolsonaro, realizada na manhã desta sexta-feira, 10, em São Paulo. Em certo momento da campanha, Rocha afirmou que Bolsonaro estava à esquerda na economia, pelas suas posições historicamente estatistas, e era como um iceberg no caminho do Brasil. Agora, aparentemente, mudou de ideia. / J.F.

Fichas de Alckmin estão no horário eleitoral
Ainda que seus aliados tenham ficado um pouco decepcionados com sua postura excessivamente calma, Geraldo Alckmin não pretendia usar o debate da Band para tentar uma espécie de arrancada nas pesquisas. O plano, ontem, era usar o debate para começar a mostrar suas propostas e se qualificar com os eleitores que ainda estão indecisos e procuram em quem votar.

Auxiliares diretos do tucano dizem que o plano segue igual. Querem crescer usando o gigantesco tempo de propaganda eleitoral da televisão que Alckmin terá a sua disposição. O horário só começa no fim de agosto.


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Fernanda Feliciano

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