Produtores de AL se unem em defesa do Programa do Leite

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Com a venda de leite ao Programa do Leite garantida somente até o fim de julho, pequenos produtores das cooperativas CPLA, Aagra, Coopaz, Cafisa e Pindorama estão em Maceió/AL para tratar sobre o futuro do Programa. O grupo formado por líderes voltou a se reunir nesta terça-feira, 17, na CPLA.

Sem um posicionamento oficial do governo federal e do Estado quanto a continuidade na coleta de 50 mil litros por dia, segundo o produtor Cícero Palmeira, os produtores já estão desesperados em meio as possibilidades de paralisação por tempo indeterminado ou um retorno com ordem de desaceleração.

“Após tantos anos e depois de tanto progresso, essa é a primeira crise que o programa enfrenta na qual a gente sente que o pior pode acontecer. São milhares de agricultores familiares que se ergueram unicamente com essas vendas ao programa. Ninguém entende isso? Não temos condições de vender leite a R$ 0,70 centavos”, apontou o produtor de Jacaré dos Homens.

Para o programa continuar pelo menos até junho de 2019, segundo estimativa das cooperativas e produtores, será necessário um aporte de R$ 20 milhões, sendo metade para garantir a manutenção até dezembro e outros dez milhões para garantir o leite no primeiro semestre de 2019.

Os produtores, junto com representantes de instituições e entidades do setor produtivo do estado, conseguiram uma audiência com o governador na quinta-feira, 19, às 11h, onde vão apresentar a respectiva proposta de aporte via Estado com antecipação de contrapartida.

“Muito nos orgulha a trajetória do programa nesse estado pelo fato de ser protagonista da vida de milhares de famílias que viviam à margem social. Nosso pedido de socorro ao governador Renan Filho e bancada federal é para tentarmos achar uma alternativa sustentável e que conceda maior autonomia ao metabolismo do programa. Temos tido na pessoa do governador um grande entusiasta desse programa e um defensor da produtividade também na agricultura familiar. Estamos otimistas e confiantes. Não iremos desistir”, relata Aldemar Monteiro, presidente CPLA.

O apelo também é compartilhado pela cooperativa de produção de leite de cabra, a Aagra, de Arapiraca. Em uma situação pior, com baixa penetração do leite de cabra na agricultura familiar e interesse comercial, a diretora Maria Silva, a extinção do programa trará efeitos catastróficos. “A realidade é que podemos estar próximo ao fim e sem qualquer estrutura para vender esse leite num mercado que é extremamente seleto. Sem o programa, muitos produtores vão partir para qualquer meio de sobrevivência que lhe remunere sem ser o leite. O programa é condicionante para atividade de muitos nossos produtores”, pontuou.


Bccom Assessoria

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