Faltam palanques para candidatos ao Senado em AL

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A regra é simples. Quem quer disputar o Senado com possibilidade de vitória precisa de um bom palanque. Quanto mais forte o candidato ao governo com quem fará dobradinha, maior a chance de vencer.

Não fosse assim, ninguém estaria ‘esperando’ por Rui Palmeira (PSDB) ou analisando possibilidades na chapa de Renan Filho (MDB).

No cenário atual faltam, literalmente, chapas para tantos candidatos ao Senado.

Por enquanto, apenas o atual governador vem sinalizando que é pré-candidato ao governo. O prefeito de Maceió segue mantendo o “mistério” entre o sim e o não, embora já se saiba que ele está decidido a entrar na briga.

Salvo fato novo, Renan Filho e Rui Palmeira seriam os únicos com “peso” nas eleições deste ano. Além de tempo de TV, estrutura de campanha, estes dois candidatos teriam apoio político e eleitoral na capital e interior.

Fora do palanque deles, é improvável que qualquer candidato consiga se eleger ao Senado. Quem quer chegar lá, sabe disso. Com os prazos começando a esgotar, os pré-candidatos devem começar a bater o martelo – tão rápido quanto possível.

Candidatíssimo ao Senado, Marx Beltrão (MDB) deve sair na chapa de Renan Filho (MDB) em dobradinha com o senador Renan Calheiros (MDB).

Recentemente, Marx chegou a ser sondado por Rui Palmeira, mas avisou ao prefeito que pretende ficar onde está.

A dor de cabeça, neste caso, ficaria para o prefeito de Maceió. Se for mesmo candidato ao governo, terá de “escolher” os seus companheiros de chapa majoritária. Vai ter que se entender com Benedito de Lira (PP), que é candidato natural, porque concorre à reeleição, com o ministro Maurício Quintella (PR), um dos seus mais próximos aliados e com o ex-governador Téo Vilela (PSDB), que lhe deu de bandeja a direção do partido em Alagoas.

Os três são pré-candidatos ao Senado. O problema é que a chapa só tem vaga para dois.

Em falta

A chamada terceira via que está sendo montada pelo deputado federal JHC (PSB) tem, por enquanto, apenas um pré-candidato ao Senado – o ex-deputado João Caldas. Por lá falta um candidato ao governo e outro ao Senado, mas correm informações nos bastidores de que João Henrique Caldas vai apresentar uma “surpresa” nos próximos dias.

Correndo por fora, também de olho no Senado, estariam nomes como Thomaz Nonô, Alfredo Gaspar e Rodrigo Cunha.

Encontrar chapas competitivas para tantos candidatos não será fácil.

Campo aberto para boas estratégias

Escolha para Senado com duas vagas requer uma estratégia diferente. Justo por isso Renan Calheiros tem sido apontado como um dos favoritos nas eleições deste ano. Ele conseguiu vencer três disputas seguidas e ainda deu uma “ajudinha” a outros candidatos, fazendo sempre os arranjos políticos e eleitorais das duas vagas.

O senador é considerado um expert nas articulações pré-eleitorais e parte para a campanha, sempre, com grandes chances de vitória. Renan Calheiros passou os últimos meses no contato com as bases, fortalecendo laços e agora deve cuidar também da montagem das chapas proporcionais, outro campo em que se sai bem.

Edivaldo Junior

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Ana Luiza

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