Nova parceria entre Pindorama e PBio poderá consolidar mercado regional de frango

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O projeto de integração do frango da Cooperativa Pindorama e Grupo Ferraz, que consiste na criação de ave de corte – pelo próprio agricultor familiar – com destino ao abate industrial, foi submetido a um dos Programas da Petrobras Biocombustíveis (Pbio), podendo incluir produtivamente, inicialmente, 100 produtores. Em reunião com executivos da Pbio, na última segunda-feira,18, foi possível identificar os retornos produtivos que podem pactuar a instalação de uma cadeia completa no Litoral Sul de Alagoas.

Com a entrada da Pbio, o projeto ganha uma nova configuração e passa também a se dedicar a extração do óleo do frango com destino a produção de biodiesel. Assim como aconteceu com o fornecidmento do coco celebrado com a Pbio, os produtores receberão assistência técnica e bonificação para que se invista na estruturação de sua atividade. A meta é viabilizar cerca de 30 galpões para alojar, incialmente, 20 mil frangos e dentro de 3 anos estabelecer um criatório com cerca de 1 milhão de aves.

O incentivo encontrado no Programa da Pbio, com a garantia de compra aos pequenos produtores de frango de Pindorama, projeta a consolidação de um mercado regional de frango em Pindorama, segundo o presidente da Cooperativa, Klécio Santos. “É um modelo inclusivo, muito interessante para geração de renda e manutenção da família no campo. Tivemos uma excelente experiência com o coco e vamos abraçar esse diferencial que resolve o problema do escoamento”, disse o líder de Pindorama.

Em 2017, a Pbio comprou 700 toneladas de coco seco aos colonos de Pindorama e está ampliando o número para 3 mil toneladas. A experiência com o beneficiamento o coco, segundo o gerente de suplementos agrícolas da PBio Guilherme Romeiro, oportunizou a possibilidade de beneficiamento de uma nova cadeia.

“Já possuímos um modelo de contrato no Paraná e pensamos que podemos expandir esse nicho. O Programa selo combustível já distribuiu mais e R$ 4 milhões para agricultura familiar esse ano e devemos fechar 2018 com cerca de R$ 5 bilhões investidos entre os pequenos. É um recurso que é revertido diretamente ao agricultor familiar”, explicou Romeiro.

Na visão do mercado do representantedo Grupo Ferraz, Rildo Ferraz , o projeto também ganha a função de competitiva face a entrada de frango vindo de outros estados do País em meio ao baixo percentual de produção em Alagoas. “O projeto será substancial para fortalecer o mercado de frango vivo e avicultura no geral. Esse projeto possui plena capacidade de ajudar a nossa produção a ser auto-suficiente e abastecer o mercado com a produção interna. Assim a tendência é diminuir a vida de frango de outros estados”, avaliou. A granja do grupo abate 22 mil aves por dia.

A negociação e PBio entra em fase final para, ainda este ano, poder pactuar em contrato a dinâmica de atividade do Programa Selo Combustível Social pela aquisição do óleo do frango.


Assessoria

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Victor Spinelli

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