Instituto de Criminalística aumenta em mais de 114% produção de exames de DNA

http://edivaldojunior.com.br/wp-content/uploads/2017/11/90aa471c91e167d65e40b68409e4ddba_L.jpgInstituto de Criminalística aumenta em mais de 114% produção de exames de DNA

O Laboratório de Genética Forense da Perícia Oficial do Estado de Alagoas teve um aumento de produtividade de 114,25% na realização de exames de DNA. Os dados são do setor de estatística do órgão e apontam que após o investimento de quase R$ 800 mil na aquisição de equipamentos com recursos oriundos do Fundo Estadual de Segurança Pública (Funesp).

O Laboratório de Genética Forense entrou em funcionamento e já realizou 30 exames de confronto genético. Desse total de exames, dois são referentes a solicitações do ano de 2015, dez do ano de 2016 e dezoito deste ano.

Quando inaugurado em março deste ano, o Laboratório de Genética Forense da Perícia Oficial do Estado de Alagoas (POAL) gerou uma grande expectativa sobre o seu funcionamento. Oito meses depois, os resultados superam todas as previsões, de forma positiva. Exames que até então levavam meses para ficar prontos, agora estão sendo feitos rapidamente pela equipe de peritos criminais do Instituto de Criminalística (IC).

Segundo a chefe do Laboratório, perita criminal Rosana Coutinho, em 2016 foram realizados apenas 14 exames dessa natureza. Na época o IC mantinha um contrato com o Laboratório Gempro da Universidade Federal de Alagoas (Ufal).

Quando um cadáver não identificado dá entrada no IML é coletado material biológico para futura identificação por meio de confronto genético com familiares que possuem pessoas desaparecidas na família. “Para a obtenção do perfil genético de um indivíduo, primeiramente é feita uma extração de DNA das amostras biológicas recebidas. Posteriormente é feita uma amplificação desse DNA e, por fim, essas amostras são sequenciadas, através de um analisador genético”, complementa Rosana.

Além de Rosana Coutinho, outro responsável pelos exames é o perito criminal Marek Henryque Ferreira Ekert. De acordo com Marek, o exame de confronto genético é altamente confiável. Ele explica que após as análises genéticas dos materiais biológicos são realizados cálculos estatísticos que confirmam os resultados apresentados. Todo o processo é baseado em métodos científicos validados mundialmente.

“O Laboratório de Genética Forense veio para dar dignidade às pessoas vítimas de violência em Alagoas, tanto por meio da identificação de vítimas de crimes, como por meio da identificação de autores de crimes”, complementa Marek.

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Agência Alagoas

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Kadia Ingrid

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