Alagoas tenta barrar privatização do rio do Velho Chico

A leitura é simples. Privatizar a Chesf é o mesmo que privatizar o São Francisco, o rio da integração nacional. A partir dessa lógica – que faz muito sentido – os deputados estaduais de Alagoas decidiram criar uma Frente Parlamentar em defesa da Chesf e do rio São Francisco.

A aprovação em plenário, nesta terça-feira, 3, se deu às vésperas do aniversário do Velho Chico. Os deputados alagoanos prometem fazer barulho e pressionar o governo federal a evitar a privatização.

“Esse governo quer entregar a Chesf e o rio São Francisco a troco de banana para investidores estrangeiros. É uma vergonha. A privatização não resolve a situação do país e vai criar problemas para todos os estados do Nordeste, especialmente os que são banhados pelo Velho Chico, como Alagoas”, aponta o deputado Ronaldo Medeiros (PMDB).

Os deputados também convocaram, para o próximo dia 17, às 9 horas, a realização de uma audiência pública, para discutir o assunto e a instalação da frente.

De acordo com o deputado Inácio Loiola a situação do Rio São Francisco é grave e representa um dos maiores problemas do Brasil. “E para agravar muito mais esse quadro, o governo Temer, numa atitude inexplicável coloca a venda parte da Eletrobrás e dentro das empresas vinculadas a esta, está a Chesf”, observou o parlamentar.

Já o deputado Francisco Tenório sugeriu a elaboração de um documento enfocando o posicionamento do Estado em relação a venda da Chesf e sobre a degradação do São Francisco. “No dia dessa audiência pública, nós iremos elaborar um documento, que será posto à apreciação do plenário e, sendo aprovado, enviado à presidência da República, ao Parlanordeste e ao Congresso Nacional, mostrando a posição do Estado de Alagoas frente a necessidade de preservação do Rio São Francisco”, informou Tenório.

O deputado Ronaldo Medeiros faz um apelo para que a bancada federal de Alagoas, o governo do estado e outros setores representativos da sociedade também se engajem na luta em defesa da Chesf e do São Francisco: “não podemos aceitar de braços cruzados essa ação que é danosa aos interesses de Alagoas e do Brasil. O caminho para barrar a privatização é a mobilização”, aponta.

Edivaldo Júnior

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Redação

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