Filho do ministro do TCU pede para que Sérgio Moro determine novo depoimento

advogado Tiago Cedraz, filho do ministro Aroldo Cedraz, do Tribunal de Contas da União (TCU), pediu para o juiz federal Sérgio Moro – responsável pelos processos da Operação Lava Jato na primeira instância – determinar um novo depoimento perante autoridades policiais. O pedido foi feito pela defesa de Tiago Cedraz na quarta-feira (20).
Tiago Cedraz foi um dos alvos de busca e apreensão da 45ª fase da Lava Jato, deflagrada em agosto de ano. Na época, ele prestou depoimento à Polícia Federal (PF).
O advogado nega as suspeitas que caem sobre ele e quer evidenciar ser inocente. Ele disse que procurou a PF por diversas vezes para ser ouvido novamente, mas, não obteve sucesso.
Segundo as investigações, o lobista Jorge Luz, que está preso em Curitiba, disse em depoimento que o Tiago Cedraz intermediou conversas entre a empresa norte-americana Sargeant Marine – que forneceu asfalto para a Petrobras, entre 2010 e 2013, a título de comissão – e a estatal e que ele teria recebido US$ 20 mil em propina por isso.
O advogado, de acordo com as investigações, recebeu os recursos em contas mantidas na Suíça em nome de offshores.
Valores bloqueados
Em agosto, Tiago Cedraz teve R$ 1.779.859,32 bloqueados de contas e investimentos bancários pelo Banco Central do Brasil (Bacen) por determinação de Sérgio Moro, que havia ordenado o bloqueio de até R$ 6 milhões de Tiago Cedraz. Porém, à época, o Bacen explicou que a ordem foi “cumprida parcialmente por insuficiência de saldo”
Conforme Sérgio Moro, o valor ordenado nos bloqueios correspondia, aproximadamente, ao total pago pela Sargeant Marine.
No dia da deflagração da 45ª etapa da Lava Jato, Tiago Cedraz divulgou nota reiterando “sua tranquilidade quanto aos fatos apurados por jamais ter participado de qualquer conduta ilícita”. Ele afirmou que “confia na apuração conduzida pela Força Tarefa da Lava Jato e permanece à disposição para quaisquer esclarecimentos necessários”.

Citações sobre Tiago Cedraz
Além de ter cido citado por Jorge Luz, Tiago Cedraz tornou-se, nos últimos anos, um nome recorrente na Lava Jato. Em julho de 2015, o advogado já havia sido alvo de mandado de busca e apreensão no seu escritório de advocacia, o Cedraz Advogados.
Delatores da Lava Jato – como Ricardo Pessoa, dono da construtora UTC, e executivos e ex-dirigentes da Odebtrech – também citaram Tiago Cedraz em depoimentos.

G1

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Redação

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