R$ 222 milhões: contratações com o FNE crescem 6,43% em Alagoas

O Banco do Nordeste fechou os sete primeiros meses do ano com incremento nas contratações do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE) em Alagoas: R$ 222 milhões, aumento de 6,43% em relação ao mesmo período de 2016. Do total, a maior parte (58,7%) foi destinada à financiamentos com o setor rural, seguido por comércio e serviços (34,7%) e indústria (6,5%).

Para o superintendente estadual do BNB em Alagoas, Wesley Maciel, o resultado significa avanço, considerando o contexto de crise e das intempéries climáticas enfrentadas nos últimos tempos no Estado. “Nossa economia está dando sinais de recuperação. As operações contratadas no âmbito do FNE são muito importantes porque são voltadas à investimento, ampliação, modernização de instalações, inovação, energias renováveis, aquisição de máquinas e equipamentos, entre outras destinações que movimentam o setor produtivo, gerando emprego e renda, por meio de taxas e prazos bastante competitivos no mercado”, ressaltou.

Perfil

Do somatório dos recursos do FNE contratados no Estado, 29,5% foi com o segmento de microempreendedores rurais, seguido pelo empresarial (21,7%), de micro e pequena empresa (20,4%) e corporate (12%).

As agências do BNB da capital foram responsáveis por contratações da ordem de R$ 83,5 milhões. Já a região atendida pela unidade de Arapiraca respondeu por R$ 28 milhões em operações com recursos do Fundo. Em seguida, as agências de Penedo (R$ 25 milhões) e de Palmeira dos Índios (R$ 15 milhões) foram as que mais contrataram.

Em relação aos primeiros sete meses de 2016, o setor de comércio e serviços foi o que obteve maior crescimento de recursos financiados (23%). A indústria alagoana também aumentou as contratações dessa natureza, alcançando incremento de 13,3%.

No mesmo período analisado, os valores aplicados no Semiárido do Estado somaram R$ 88,19 milhões: amento de 17% em relação à 2016.

Condições

O crédito do FNE possui condições vantajosas para o empreendedor. As taxas de juros e prazos de pagamento variam de acordo com o porte, destinação e outras variantes. Para operações do setor rural, por exemplo, as taxas vão de 0,5% ao ano, no caso dos microempreendedores, incidindo ainda bônus de adimplência de 25%, até 9,65% ao ano, para os grandes produtores que pagarem em dia.

Já as operações dos demais setores variam de 7,27% ano, no caso de micro e pequenas empresas adimplentes, até 8,62% ao ano para grandes empresas sem atraso no pagamento. Os prazos podem chegar a 20 anos.

Descrição do autor

Edivaldo Junior

Edivaldo Junior

Edivaldo Junior é jornalista, colunista da Gazeta de Alagoas e editor do caderno Gazeta Rural

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