Fachin dá mais prazo para delatores da JBS apresentarem provas

Os executivos da JBS que assinaram acordo de delação premiada tinham, de acordo com prazo estipulado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), até essa quinta-feira (31) para apresentarem informações complementares. No entanto, os advogados do grupo pediram à Corte mais 60 dias, alegando que, dessa forma, terão condições de entregar provas “mais robustas e efetivas”.

O relator da Lava Jato no Supremo, ministro Edson Fachin, analisou o pedido e concedeu tempo extra aos delatores, conforme documento assinado por ele, ainda na noite de ontem (31).

Fachin reiterou que a colaboração segue em conformidade com a Constituição e com a legislação penal, segundo informações de O Globo.

Quando da solicitação, a defesa ainda argumentou que a JBS fechou acordo de leniência com o Ministério Público Federal e foi dado à empresa o prazo de seis para a apresentação de documentos.

Entre os delatores da empresa estão os irmãos Joesley e Wesley Batista. As delações da JBS foram responsáveis por agravar a crise política no país, ao citarem nomes de peso do cenário nacional, a exemplo do senador Aécio Neves e do presidente da República, Michel Temer.

Temer, inclusive, aparece em áudio gravado por Joesley Batista, durante encontro na “calada da noite” e fora da agenda oficial, no Palácio do Jaburu. Na conversa, o empresário conta a Temer sobre a “compra” de um procurador, com o objetivo de atrapalhar as investigações da Lava Jato, e ainda confessa estar pagando uma mesada ao ex-deputado Eduardo Cunha, para mantê-lo em silêncio na prisão.

Foi a partir dos depoimentos dos executivos da JBS que a Procuradoria-Geral da República denunciou Michel Temer por corrupção passiva. O processo acabou rejeitado, durante votação no plenário da Câmara, no último dia 2 de agosto.

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Victor Spinelli

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