Efeito colateral: retaliação de Temer contra Renan pode prejudicar alagoanos

A “ordem” do Palácio do Planalto para retaliar o senador Renan Calheiros e, por tabela, o governo de Renan Filho, vem sendo confirmada por vários aliados e secretários do governador e também por aliados do presidente Michel Temer.

A orientação é cortar onde for possível os recursos que podem chegar ao estado através do governo RF.

“Em vários ministérios, a orientação é só sejam mandados recursos para Alagoas através de opositores do governador. É por isso que o senador Benedito de Lira tem conseguido liberar recursos para saúde em algumas cidades”, diz um alagoano que tem bom trânsito no Planalto.

As obras que são tocadas pelo estado com recursos federais, a exemplo da duplicação da AL 101 Norte, devem sofrer atrasos e até parar.

“Com isso, Temer tenta embaraçar politicamente o governo de Renan Filho, para atingir Renan”, diz o alagoano.

O problema de toda essa retaliação é que o presidente vai terminar prejudicando o alagoano, que está no meio desta briga, mas vai acabar pagando o pato.

Um desses casos, em que a população pode sair prejudicada, é o do programa do leite. Estranhamente, o MDS deixou de repassar os recursos para pagar mais de 3 mil produtores depois que o governador começou a fazer críticas ao presidente. Nesse caso, se o programa parar por falta de dinheiro, os prejudicados, além dos agricultores, serão 80 mil famílias carentes que vivem nas áreas urbanas.

Apesar da pressão de Brasília, assessores e aliados do governador, dizem que Renan Filho tem reservas para suportar a pressão, ao menos até o final do governo Temer: “o estado está equilibrado, com as contas em dia e recursos para investimentos. O governo federal já não vinha mandando nada para Alagoas e essa perseguição toda não fará muita diferença, na prática”, aponta um assessor de RF.

EDIVALDO JÚNIOR

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Redação

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