Sindaçúcar-AL estima redução de safra no ciclo 17/18

Com um cenário de muita chuva, a falta recursos para o plantio da cana, o setor sucroenergético alagoano não descarta a possibilidade de que a próxima safra seja inferior a registrada no ciclo 16/17, quando foram beneficiadas apenas 16 milhões de toneladas de cana.

Segundo o presidente do Sindaçúcar-AL, Pedro Robério Nogueira, há uma possibilidade concreta de redução. “Não será uma surpresa se isso ocorrer. Lamentavelmente, os preços já não contam também com o vigor do ciclo passado. O açúcar do mercado interno, que estava aquecido, caiu já que a região Sul está moendo e empurra o produto para o Nordeste. O etanol está sofrendo com a baixa do preço da gasolina e as importações dos Estados Unidos numa grande escala”, declarou.

De acordo com Pedro Robério, o Departamento Técnico do Sindaçúcar-AL está fazendo um levantamento sobre o reflexo do efeito da chuva na expectativa para o próxima moagem. “Precisamos deste mapeamento. Agora, com a chuva, a cana que sobreviveu a seca está crescendo e o cenário pode mudar. E é justamente este volume de chuvas que vai decidir a quantidade de usinas que irá moer”, reforçou.

Empréstimo

Quanto a liberação do empréstimo internacional que vem sendo pleiteado pelas usinas desde dezembro de 2015, tanto exportadores, quanto o banco aguardam que o conselho da Toyota, em Tóquio, que atua como um espécie de avalista da transação, se posicione oficialmente sobre a execução da operação financeira. Todos os contratos estão em análise no Japão.

“Estamos nesse compasso de espera, mas ainda com espírito de animação. Se a operação vier, teremos um cenário e se ela não chegar a ser concretizada será outro completamente diferente”, afirmou Nogueira.


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