Trabalhadores canavieiros alertam sobre risco de uma safra reduzida

Com a entressafra da cana chegando aos últimos meses, o presidente da Federação dos Trabalhadores e Trabalhadoras Assalariados e Assalariadas Rurais de Alagoas (Fetar-AL) e secretário de Assalariados da Fetag-AL, Cícero Domingos, informou que a entidade estará acompanhando de forma mais direta o andamento da safra e o cumprimento das normas trabalhistas.

De acordo com o dirigente sindical, o início da próxima moagem, que corresponde ao período 17/18, deve ocorrer a partir de setembro, com algumas unidades industriais entrando em operação apenas em outubro.

“Falam muito em redução de safra. No último ciclo, as usinas alagoanas esmagaram 16 milhões de toneladas de cana. E com o excesso de chuvas, ocorrido desde a segunda quinzena de maio, houve caso de indústrias que não puderam tratar a cana. Por conta disso, o ciclo deve começar um pouco mais tarde e ser mais curto. No passado, já tivemos anos em que oito usinas chegaram a moer até por oito meses”, afirmou Domingos.

Segundo o presidente da Fetar-AL, um outro problema é a quantidade de usinas que deverão participar do novo ciclo. “Ano passado, tivemos 17 unidades industriais funcionando. Mas, para o próximo, há especulações de que pelos menos quatro não deverão entrar em operação”, ressaltou.

O dirigente sindical apontou ainda que outra demanda da Fetar-AL e da Tega-AL está na vigilância e aplicação de melhores condições de trabalho ao canavieiro. “Queremos saber onde está cada trabalhador e exigir do empregador melhorias trabalhistas. Uma das nossas bandeiras será, por exemplo, a cobrança da carteira assinada para que não surjam focos de trabalho clandestino. Queremos que os 50 mil trabalhadores canavieiros exerçam a sua atividade devidamente fichados e que recebam um salário digno e de forma correta”, finalizou Domingos.


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