Reforma política deve acabar com coligações, avisa Carimbão

A eleição de deputados federais e estaduais por lista perdeu força depois que Aécio Neves foi flagrado nos grampos da JBS. O tucano, segundo o deputado federal Givaldo Carimbão (PHS), é quem liderava as articulações pela mudança na legislação eleitoral.

“Agora, a proposta que está ganhando força na Câmara Federal é a eleição dos mais votados, o chamado distritão”, avisa.

Com experiência de mais de três décadas na política alagoana e bom trânsito no Congresso Nacional, Carimbão avalia que o momento agora é de espera: “é preciso saber para onde vai a reforma política, com mudanças na legislação eleitoral primeiro, para só depois discutir questões como a formação de coligações ou filiações partidárias. Se a mudança na legislação eleitoral for aprovada, toda a forma de fazer política também vai mudar”, aponta.

Pelas contas de Carimbão, até setembro – ou seja nos próximos 90 ou 100 dias – a questão estará resolvida. “A Câmara Federal vai discutir a reforma eleitoral e votar a tempo de valer para as eleições de 2018. Só depois que a nova legislação for aprovada é que podemos discutir a formação de novas alianças. Com o novo modelo, valendo a eleição dos candidatos proporcionais mais votados, as coligações proporcionais, por exemplo, perdem sentido e deixam de existir”, pondera.


Edivaldo Júnior

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Redação

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