Reajuste do servidor público ainda não foi decidido, avisa George Santoro

Quem vai decidir o tamanho do reajuste geral para o funcionalismo público é o governador Renan Filho. A essa altura já se sabe que o governo trabalha com a possibilidade de anunciar, até o final deste mês, uma proposta de aumento.

O secretário da Fazenda, George Santoro, confirma que já encaminhou ao governador vários estudos que mostram a disponibilidade financeira do Estado e também os riscos de um reajuste, em meio a crise.

De antemão, ele adianta que é impossível dar a correção plena do IPCA (6,29%) de 2016: “existem estudos que apontam para possibilidade de percentual menor, de parcelamento e também a opção de não dar o reajuste. É preciso avaliar com cuidado o cenário atual, até porque o governo fará concurso para novos servidores, o que vai pressionar o caixa do Estado”, aponta.

Somente com a contratação de mil novos policiais militares, cujo concurso já foi anunciado pelo governador Renan Filho, o impacto financeiro será de cerca de R$ 54 milhões por ano: “além disso, o governo já anunciou intenção de contratar bombeiros militares, professores e outros servidores. O impacto financeiro é muito alto”, pondera Santoro.

Negociações

George Santoro confirma que o governo vem conversando, através das secretarias de Planejamento e Gestão e da Fazenda com representantes dos servidores: “antecipamos aos representantes do funcionalismo a situação financeira e as possibilidades. Os sindicatos sabem que o governador Renan Filho tem intenção de dar um reajuste, mas não será fácil, diante das complicações financeiras”, aponta.

Embora o secretário não confirme, pelo que se sabe o governo sinaliza com a possibilidade de dar um reajuste abaixo do IPCA e parcelado em pelo menos duas vezes.

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Edivaldo Junior

Edivaldo Junior

Edivaldo Junior é jornalista, colunista da Gazeta de Alagoas e editor do caderno Gazeta Rural

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