Fontes Renováveis representam 75% da matriz energética de Alagoas

Dinamizar as fontes energéticas e buscar alternativas sustentáveis para o desenvolvimento econômico do Estado. Com este propósito, Alagoas vem se destacando no cenário nacional, com índice superior a 75% da matriz energética oriundas de fontes renováveis.

A localização estratégica de Alagoas e as condições naturais de sol, biomassa e água em abundância são fatores que possibilitam os avanços do segmento. Explorando este potencial, o Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e Turismo (Sedetur), opera políticas públicas sustentáveis para estimular o crescimento das diversas atividades econômicas, focadas nos setores de energia e mineração.

Exemplo disto é a aprovação do Convênio 16 pelo Conselho Estadual de Política Energética (Cepe). Estabelecida em setembro do ano passado, a ação isenta o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) cobrado sobre a geração distribuída de fontes renováveis. Na prática, os empreendimentos passam a ser isentos do sistema do imposto para compensação de energia elétrica, ampliando sua rentabilidade com um melhor retorno financeiro para investir no segmento. A medida estimula desde consumidores até as empresas instaladoras.

“O grande diferencial é o menor impacto ambiental provocado pelas energias renováveis do que aquele provocado pela energia gerada dos combustíveis fósseis, como carvão, petróleo e gás, uma vez que não produzem dióxido de carbono ou outros gases poluentes. Além disso, o estímulo às fontes renováveis cria novos postos de trabalho, expansão de estudos e utilização de alternativas energéticas mais eficientes”, afirma o superintendente de Energia e Mineração da Sedetur, Andrey Gameleira.

Em maio de 2016 foi inaugurada, no município de Maragogi, a primeira praça do Nordeste iluminada com energia renovável. Com sistema isolado (off grid) na geração distribuída, são utilizadas baterias para acumular energia durante o dia e à noite fazer seu consumo, sem a necessidade da concessionária, evitando custos extras com energia e eventuais desligamentos da rede.

Na última edição do Governo Presente, realizado em abril, o Centro de Recuperação Mãe da Graça, em Murici, recebeu um sistema solar fotovoltaico com seis placas de 1,56 kWp (quilowatt pico) de potência instalada, para a geração de energia elétrica e redução de custos. A ação, realizada pela Sedetur em parceria com as empresas Energia Plena e I9 Consultoria, deve reduzir em 35% a conta de energia da Comunidade Acolhedora.

Biomassa

Além da energia solar, o eucalipto também está surgindo como opção de biomassa para utilização em novas indústrias que estão em processo de instalação em Alagoas. A Duratex, por exemplo, que se uniu à Usina Caeté em 2014, já tem 6 mil hectares de eucalipto plantados no estado, e deverá instalar sua unidade fabril para produção de painéis em MDF e MDP em 2019. Além da utilização para fabricação das placas de madeira, a indústria pretende destinar parte do eucalipto para geração de energia limpa.

A biomassa é todo recurso renovável oriundo de matéria orgânica que pode ser utilizado na produção de energia. Enquanto a demanda mundial de eletricidade é suprida majoritariamente por petróleo, carvão e gás natural, no Brasil, fontes renováveis respondem por 74,6% da oferta. A produção de biomassa significa um percentual de 7,4% do total da energia elétrica gerada no país.

Segundo dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) e CEAL, o estado tem 38 sistemas conectados na geração distribuída, beneficiando 50 unidades consumidoras com os créditos de energia. Além disso, existem mais 25 projetos em andamento para apreciação, que contam com parcerias de financiadores que possuem linhas de créditos destinadas a essa finalidade, como o Banco do Nordeste (BNB), que conta com o programa FNE Sol.

Fonte: Agência Alagoas

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Redação

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