Aumento dos servidores de AL será modesto; em Maceió servidor pode ficar sem reajuste

Nos últimos anos, as negociações salariais entre os servidores públicos do Estado e da prefeitura de Maceió se tornaram mais duras e os reajuste cada vez menores.

Na capital, o prefeito Rui Palmeira começou dando reajustes maiores. Foi de 9% em 2013 e caiu para 7% em 2014. Já em 2015, o reajuste, além de menor (6%) foi parcelado. A mesma fórmula foi usada pela prefeitura em 2016. O reajuste só saiu em junho e foi de 4,5%, sendo 2,5% retroativos a janeiro e 2% em novembro.

Este ano a prefeitura não sinalizou até agora com a concessão reajustes.

Quem conhece a situação financeira da prefeitura avisa que é mínima essa a possibilidade este ano: “o caixa da prefeitura está muito apertado, o que prefeito tem feito até agora é tentar aumentar a arrecadação, mas as medidas ainda não surtiram efeitos”, aponta um assessor do município.

No caso dos servidores do Estado, a situação também não é das melhores. O governador Renan Filho concedeu reajuste geral de 5% em 2015 para os servidores, sendo 6% para os servidores da educação e a manutenção de aumento para os militares. Mas em 2016, em função das dificuldades, o estado não deu reajuste geral para o funcionalismo.

Esse ano, o governador promete dar reajuste, mas um importante assessor do Palácio dos Palmares avisa que será um aumento “sem estrepolia”. Em outras palavras, o servidor deve esperar, no máximo, a correção pelo IPCA (6,29%).

A definição do reajuste dos servidores do estado só deve sair no final de maio. O governador, aponta esse assessor, vai usar o máximo de tempo possível para analisar o cenário econômico nacional, além de esperar pela aprovação da reforma da Previdência.

“A maioria dos Estados já anunciou que não vai dar reajuste este ano. É o caso dos estados mais ricos do país, a exemplo de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais ou de estados do Nordeste, como Sergipe e Pernambuco. No caso de Alagoas, o governo trabalha com a perspectiva de reajuste, mas será um aumento dentro da realidade do caixa do estado, para não comprometer a capacidade de pagamento, a exemplo do que ocorreu com o Rio de Janeiro”, aponta o assessor.

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Edivaldo Junior

Edivaldo Junior

Edivaldo Junior é jornalista, colunista da Gazeta de Alagoas e editor do caderno Gazeta Rural

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