Comitê Estadual sobre questões agrárias ganha notoriedade nacional

O Instituto de Terras e Reforma Agrária de Alagoas (Iteral) sediou excepcionalmente nessa quarta-feira (26), a reunião ordinária mensal do Comitê Integrado de Mediação de Interesses e Questões Agrárias, que contou com o lançamento do relatório ‘Conflitos no Campo Brasil 2016’. A publicação existe há 32 anos e é uma realização da Comissão Pastoral da Terra (CPT).

A solenidade contou com a presença de gestores públicos do Governo de Alagoas (Gabinete Civil, Seagri, Iteral e Gerenciamento de Crises da Polícia Militar); membros da Superintendência Estadual do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra/AL); Ministério Público Estadual e Defensoria Pública; Conselho Indigenista Missionário (CIMI); Federação dos Trabalhadores e Trabalhadoras na Agricultura (Fetag/AL); além de coordenadores dos movimentos sociais do campo (CPT, MST, MLST, MVT e MLT), assentados da reforma agrária, acadêmicos e lideranças sindicais.

O comitê é uma instância permanente para o diálogo, monitoramento, coordenação e prevenção de conflitos agrários no âmbito do Estado de Alagoas. De acordo com Adrualdo Catão, secretário executivo do Gabinete Civil e coordenador suplente do comitê, o coletivo possui 18 membros no total, com representantes da sociedade civil e do Poder Público.

“Inicialmente, o comitê tinha a intenção explícita de mediar conflitos e eles têm sido rapidamente resolvidos. Agora, ampliou-se seu escopo, além de mediar conflitos mais imediatos, também vem apresentando propostas e soluções para resolver problemas de médio e longo prazo. Com a intervenção do comitê, esses conflitos estão diminuindo e o Governo do Estado tem investindo na solução dos crimes”, explicou Catão.

Já o diretor-presidente do Iteral, Jaime Silva, destacou que todas demandas do campo de violência, perseguições e reintegrações de posse passam pelo comitê e são criteriosamente avaliados.

“O Iteral tem a responsabilidade junto com a Vara Agrária e os movimentos sociais e filtrar todas essas demandas no Comitê, com o acompanhamento do Gerenciamento de Crises que possui homens competentes, identificados com o campo e preparados para o diálogo. E isso tem dado certo na redução da violência, é um exemplo nacional e deveria ser replicado em todos os estados”, enalteceu.


Agência Alagoas

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Redação

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