Rombo da previdência dos servidores de AL chega a R$ 1 bilhão

O “rombo” ou “déficit” do AL Previdência – autarquia que paga os benefícios a servidores aposentados do Estado – previsto no Orçamento para 2017 é de R$ 964 milhões.

O valor corresponde à diferença entre as contribuições patronal e as descontadas dos servidores e o volume de recurso necessário para o pagamento dos benefícios (R$ 1,66 bilhão).

Quem paga a conta da diferença, no final das contas é o contribuinte. O dinheiro para cobrir o déficit sai do Tesouro Estadual. Em outras palavras é dinheiro que vai sair do caixa do estado e poderia ir para investimentos em outras áreas.

O secretário de Planejamento e Gestão do Estado, Fabrício Marques Santos, avalia que o rombo – ao final do ano – poderá ficar ainda maior: “deve ficar em R$ 1 bilhão ou um pouco mais”, resume.

E explica: “o número de servidores que está se aposentado, desde o final do ano passado, é maior do que esperado”.

O aumento nos pedidos de aposentadoria, avalia Santos, é decorrente entre outras questões, da Reforma da Previdência, avalia Fabrício: “desde que o governo federal enviou para o Congresso Nacional a PEC, percebemo um crescimento nos pedidos de aposentadorias. Muitos servidores que já tinham tempo para se aposentar e esperavam por mais algum benefício decidiram levar o processo adiante”, pondera.

Sem saída

No curto prazo, não existem mais remédios para tratar do problema da previdência estadual: “a tendência é piorar. Temos feito todos os ajustes possíveis, mas não existe solução isolada. Alagoas, assim com os outros Estados e municípios, depende do governo federal para resolver a questão previdenciária”, resume Fabrício Santos.

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Edivaldo Junior

Edivaldo Junior

Edivaldo Junior é jornalista, colunista da Gazeta de Alagoas e editor do caderno Gazeta Rural

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