Governo de Alagoas recebe pauta de movimentos agrários

Lideranças dos movimentos do campo estiveram no Palácio do Governo de Alagoas, na tarde desta segunda-feira(17), para protocolar uma pauta com dezessete demandas que integram a Jornada Nacional de Lutas em Defesa da Reforma Agrária, conhecida por ‘Abril Vermelho’.

Representantes do Instituto de Terras e Reforma Agrária de Alagoas (Iteral), em conjunto com a Gerência de Articulação Social dos Gabinetes Civil e Militar do Governo do Estado, dialogaram com a comitiva composta por lideranças de oito movimentos sociais.

Participaram da comitiva representantes da Comissão Pastoral da Terra (CPT), Movimento de Libertação dos Sem Terra (MLST), Movimento de Luta pela Terra (MLT), Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), Movimento Popular do Campo e da Cidade Terra Livre, Movimento Social Via do Trabalho (MVT), Movimento Terra, Trabalho e Liberdade (MTL) e Movimento Unidos pela Terra (MUPT).

O diretor-presidente do Iteral, Jaime Silva, acompanhou pessoalmente a entrega da documentação e destacou que o Governo de Alagoas tem se empenhado na implantação de políticas públicas que garantam o desenvolvimento da agricultura familiar e o escoamento da produção, além da permanência dos pequenos agricultores no campo com dignidade.

Em relação às pautas direcionadas ao Instituto, destacou que a reivindicação para a retomada das escolas itinerantes nos acampamentos da reforma agrária encontra-se adiantada e foi amplamente discutida com o vice governador de Alagoas e secretário de Estado da Educação, Luciano Barbosa.

“Em relação às terras da antiga Usina Guaxuma, pertencentes ao Grupo do João Lyra, o Governo do Estado já incumbiu o Iteral para fazer o levantamento e avaliação da área, obter o número de famílias cadastradas para garantir o assentamento”, exaltou Jaime Silva.

As lideranças solicitaram uma audiência com o governador Renan Filho para discutir a garantia de dois assentos no Conselho Deliberativo do Fundo Estadual de Combate e Erradicação da Pobreza (Fecoep), sendo um para a representação do movimentos agrários e outro para a Federação dos Trabalhadores na Agricultura no Estado de Alagoas (Fetag/AL).

Também estão na pauta de reivindicações a destinação dos recursos para estruturação produtiva, agroindustrialização e capacitação; garantia de água do Canal do Sertão para consumo e irrigação dos assentamentos da região, por meio de sistemas de adução; substituição da atual política de distribuição de sementes e, ainda, a recuperação de 250 km de estradas.

Agência Alagoas

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Redação

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