Criação de empresas em Alagoas bate recorde no primeiro trimestre de 2017

A criação de empresas no primeiro trimestre deste ano bateu recorde em Alagoas. No período foi registrada a constituição de 5.497 negócios, número 9,5% superior ao obtido em 2016, que contabilizou 5.019 empresas, e 6,2% em relação a 2015, com 5.177 novos negócios. Esse é o maior número registrado no período até então.

O maior crescimento aconteceu em março, quando foram abertas 2.058 empresas. O destaque vai para a constituição de Microempresas Individuais (MEIs), com 4.227 aberturas, o que representa 76,9% do número registrado de janeiro a março.

Observando o porte empresarial, os números podem ser subdivididos em 976 microempresas (ME) – com renda bruta anual inferior ou igual a R$ 360 mil -; 187 empresas de pequeno porte (EPP) – com renda bruta anual superior a R$ 360 mil; e inferior a R$ 3,6 milhões –; e 107 negócios considerados sem porte, que possuem renda bruta anual superior a R$ 3,6 milhões.

Entre as atividades econômicas, as empresas que apresentam comércio como atividade principal mantêm o primeiro lugar, com 2.480 constituições no trimestre. A lista segue com os negócios de alojamento e alimentação, com 550 aberturas; de indústria de transformação, com 431; de outras atividades de serviços, com 365; e de atividades administrativas e serviços complementares, com 290.

Em relação às cidades alagoanas, destacam-se na lista da Junta Comercial do Estado de Alagoas (Juceal) os municípios de Maceió (2.385), Arapiraca (476), Rio Largo (159), Penedo (135), Junqueiro (131), Palmeira dos Índios (122), Marechal Deodoro (104), São Miguel dos Campos (100), União dos Palmares (93) e Delmiro Gouveia (90).

Para o presidente da Juceal, Carlos Araújo, os números mostram um lado positivo de retomada do crescimento em relação à constituição empresarial, mas eles devem ser analisados a fundo.

“De acordo com os números, a economia dá sinais de evolução. Tanto os valores de constituições quanto de extinções são observados pela facilidade do registro empresarial. Nunca foi tão fácil abrir ou fechar uma empresa, e isso é importante para que a economia local possa se mover. Do total, mais de 90% é visto nas micro e pequenas empresas, muitas vezes pelo empreendedorismo por sobrevivência. Esse é um setor que o Governo do Estado vem observando e procurando formas para que essas empresas possam se desenvolver”, destacou.

Extinções

No primeiro trimestre de 2017, foram extintas 2.586 empresas. O número observado nos primeiros três meses pode ser subdivido em 1.828 MEIs, 573 MEs, 72 EPPs e 113 empresas consideradas sem porte.

O comércio aparece como a seção de atividade que apresentou o maior número de fechamentos, com 1.376 extinções, enquanto, entre as cidades, Maceió anotou o maior número de baixas, onde foram fechados 1.116 negócios no período.

Os dados são divulgados pela Juceal, órgão responsável pelo registro empresarial e pela administração da Rede Nacional para a Simplificação do Registro e da Legalização de Empresas e Negócios (Redesim).


Agência Alagoas

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Redação

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