Asplana prevê nova frustração de safra no ciclo 17/18

Considerado uma das piores safras da história do setor sucroenergético alagoano, o ciclo 16/17 chega ao fim com menos de 16 milhões de toneladas de cana beneficiadas pelas unidades industriais. “Foi uma safra terrível que se quer repetiu os números do ciclo passado. Chegamos perto da moagem anterior que já era a pior do setor”, afirmou o presidente da Asplana, Edgar Filho.

Segundo ele, as perspectivas para o próximo ano não são positivas. “A seca atingiu Alagoas e todo o Nordeste, sendo a mais forte dos últimos 60 anos. A cana não nasceu. Temos casos de fornecedores que perderam 100% da plantação”, declarou Edgar Filho.

De acordo com o representante dos fornecedores de cana alagoanos, a previsão é que na próxima moagem a redução no ciclo possa atingir ou ultrapassar a marca de 30%. “É muito cedo para saber de quanto será a redução, mas a chuva que vier agora não salvará a socaria perdida. Pode melhorar o crescimento da cana que nasceu, mas a perda já está consolidada”, afirmou.

Quanto a quantidade de usinas que deverão participar do novo ciclo, o presidente da Asplana acredita que também haverá redução. “Há perspectiva de que apenas 13 unidades entrem no ciclo 17/18. Com uma quantidade de cana própria muito pequena, há casos de usinas que não deverão moer”, reforçou.

Plantio

Para o diretor Técnico da Asplana, Antonio Rosário, mesmo que a chuva ocorra na quantidade necessária, é preciso que o fornecedor espere algum tempo para começar a plantar. “Lá para o começo de junho que devemos começar. Mas isso para àqueles que têm irrigação e que mudas sobreviveram. Para quem perdeu as socarias, não tem como recuperar assim”, alertou.

Em fevereiro passado, os diretores da Asplana percorreram a região canavieira do Estado para identificar as perdas de socarias, que chegaram a 50%. Com isso, a área para renovação de canavial de Alagoas é estimada em torno de 50 mil hectares. “O custo para recuperar esta área pode chegar até R$ 7 mil por hectare. Mas, não podemos esquecer que é preciso que chova ou que se tenha um sistema de irrigação”, finalizou Rosário.


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