Renan tromba com Temer e tenta barrar eleição indireta de FHC

O enfrentamento entre o líder do PMDB no Senado e o presidente da república foi além dos discursos e das “ameaças”. Quem conhece os bastidores da política nacional relata diferentes ações de Michel Temer para tentar conter Renan Calheiros.

As incursões, segundo registros da imprensa foram da oferta de um ministério (o dos Portos, que seria recriado) até conversas reservadas, cujo conteúdo é desconhecido do público, com emissários como o ministro da Casal Civil, Eliseu Padilha.

A contenção não deu resultados e Temer teria mudado de tática , agora, para acuar Renan Calheiros.

Entre os atos registrados nesta sexta-feira, está a exoneração de aliados do senador de cargos importantes (algumas mudanças foram registradas no Diário Oficial da União em ministérios como da Integração) e a sanção da lei da terceirização, que Renan Calheiros tentava mudar no Senado.

Por trás da queda de braços entre Renan Calheiros e o presidente está algo maior: o destino do PMDB. O senador representa um grupo que está preocupado não só com o espaço do partido dentro do governo, mas com futuro da legenda. Do jeito que está, o PMDB caminha para encolher – e muito – nas eleições de 2018.

Pior, estariam em curso articulações para entregar o governo “de bandeja” ao PSDB. O julgamento da chapa Dilma/Temer no TSE pode abrir espaço para a eleição indireta de um novo presidente. E quem estaria no primeiro lugar da fila? O ex-presidente FHC.

Não, essas não suposições minhas, mas de grandes veículos da mídia nacional, a exemplo da Folha de São Paulo e da revista Veja.

Os registros foram feitos nesta sexta-feira.

Veja trechos da coluna Radar, de Veja:

“Tem gente dentro do PMDB ressabiada com o PSDB. E a preocupação tem nome: Fernando Henrique Cardoso.

Isso porque eles não entendem como o processo de cassação da chapa Dilma-Temer pode ser pautada já na semana que vem, enquanto processos muito parecidos no Amazonas e Pará demorarem tanto – mais de ano para o primeiro caso.

“O PSDB está mandando no governo e trabalhando para o TSE cassar a nossa chapa, derrubar Michel”, disse um importante deputado peemedebista.

Paralelamente a isso, eles julgam que o ex-presidente tucano tem aparecido mais nas mídias, estado mais presente nas redes sociais a fim de se fazer notar neste momento de instabilidade. “Na eleição indireta vamos fazer quem?”, disse. O medo tem nome.

Veja o texto de Veja, na íntegra:

PMDB observa atentamente os movimentos tucanos

Veja registros da Folha de São Paulo:

O presidente Michel Temer sancionou na noite desta sexta-feira (31) o projeto de lei que regulamenta a terceirização no país.

… A ideia inicial era de que o presidente sancionasse a iniciativa aprovada pela Câmara próximo ao prazo de 12 abril, em um evento no Palácio do Planalto com a presença de parlamentares e empresários.

Ele, contudo, foi recomendado a antecipá-la para evitar novas pressões e eventuais retaliações de um grupo de senadores peemedebistas, que pediu em carta ao presidente para vetar integralmente a proposta.

O principal insatisfeito com a iniciativa é o líder do partido, Renan Calheiros (PMDB-AL), que tem feito críticas públicas às propostas econômicas sugeridas pelo Palácio do Planalto.

Segundo um assessor presidencial, a antecipação também teve como objetivo tentar blindar a reforma previdenciária de ameaças de represálias de deputados federais, que também vinham pressionando o presidente a vetar integralmente a proposta da terceirização.

Veja aqui o texto da Folha, na íntegra:

http://www1.folha.uol.com.br/mercado/2017/03/1871722-para-evitar-retaliacoes-temer-sanciona-proposta-que-regulamenta-a-terceirizacao.shtml

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EJ

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Redação

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