Michel Temer e ministros confirmam aditivo do Programa do Leite em AL

Em sua vinda ao Nordeste pela segunda vez, desde que assumiu a presidência  da República, o presidente Michel Temer  e os ministros da Integração Nacional e Desenvolvimento Agrário e Social (MDSA), Helder Barbalho e  Osmar Terra,  incluíram no evento de anúncio do Programa de Combate a Seca, a assinatura do aditivo do Programa Social do Leite, por mais um ano, até dezembro de 2017. O evento aconteceu em Maceió/AL, no Centro de Convenções, nesta terça-feira, 27.

A medida foi anunciada pelo ministro Osmar Terra, que direcionou à Cooperativa de Produção Leiteira de Alagoas (CPLA)  e seus produtores, em nome do presidente Aldemar Monteiro,    a boa nova. “Queria aqui anunciar aos produtores da Cooperativa que o programa está garantido por mais uma temporada e o governo vai trabalhar para aumentar seus recursos ”, declarou  Terra em seu discurso.

Aldemar Monteiro, presidente da CPLA,  se disse otimista para a próxima temporada com a atenção especial dada pelo MDSA ao programa alagoano. “Temos o respaldo da contrapartida do governo do Estado e o compromisso firmado publicamente  pelo ministro Osmar Terra. Ficamos otimista quanto a opção do presidente Temer em continuar investindo em políticas sociais voltadas para os pequenos produtores de leite e agricultura familiar”,  afirmou Monteiro, confiante na prioridade dada aos programas sociais, mesmo diante da recessão econômica vivida no Brasil.

Até o momento, para o ano de 2017, o Programa do Leite de Alagoas irá funcionar com o orçamento de R$ 30 milhões assegurados pelo governo federal e mais contrapartida do Estado,  responsável por 20%  dos recursos direcionados totais. De acordo com o secretário de Agricultura, Álvaro Vasconcelos, o governador Renan Filho possui interesse em aumentar o valor da contrapartida do Estado e ainda destinar recursos para o projeto da Unidade de Beneficiamento do Leite(UBL) da CPLA.

“Queremos que os agricultores, pronafianos e quilombolas caminhem além do Programa do Leite para que não fiquem na dependência do programa e possam aumentar sua produção fornecendo para essa unidade industrial”,  antecipa o secretário.

Atualmente o Programa do Leite mantém 4 mil pequenos produtores de leite empregados em Alagoas e absorve 40 mil litros diários. A CPLA dispõe de cooperados, entre agricultores familiares, pronafianos e quilombolas,  produzindo nos 102 municípios.

Estabilidade

Apesar do trauma deixado pela  temporada 2016 do Programa do Leite, com registro de constantes atrasos na liberação de recurso, os produtores de leite que compareceram ao Centro de Convenções comemoram a oficialização do Programa. “Temos  brigado  com unhas e dentes  para que o Programa não acabe. Infelizmente, por qualquer turbulência, o esse programa tem sido ameaçado de reajuste, mas continuamos firmes, porque tem sido ele que nos ajuda sobreviver no sertão”, disse o produtor de leite, Marcelo Pereira.

Para Marcelo, é preciso que a visão sobre o programa  e atividade avancem: “é preciso olhar para o programa não como despesa desnecessário, mas sim como investimento para bacia leiteira e retomada de um setor  forte”, completou o produtor.

Outro que confia na compromisso do governo do Estado e  presidente Michel Temer,  é  presidente da Federação das Associações Comunitárias de Moradores de Maceió, Petrúcio Santos. “Vivemos uma batalha incansável para manter as 80  mil famílias de Alagoas contando com leite para se alimentar. Vamos seguir confiantes no trabalho do governo para que nosso povo não possa voltar a conviver com a fome”, resumiu Santos, que  integrou o grupo de produtores e beneficiários que estiveram com Temer.

Seca

Em uma agenda positiva para o Nordeste, o presidente Michel Temer  veio especialmente à Maceió para anunciar destinação de recursos, por meio das pastas da  Integração Nacional e  Desenvolvimento Social e Agrário, na ordem de R$ 755 milhões na construção de 133 mil cisterna, microaçudes e programa de acesso à água.  A medida irá beneficiar população de 15 Estados das regiões Norte, Nordeste, Sul e Sudeste. Do total investido, R$ 250 milhões são recurso repatriados pelo governo  graças à Lei da Repatriação. Outros R$ 255 milhões são procedentes da reativação de 40 convênios entre o Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário, Estados e Municípios.

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Redação

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