Em novo grampo, Renan chama Janot de mau-caráter

O “mui amigo” Sérgio Machado está mesmo disposto a fritar os homens fortes do PMDB. Seu principal alvo parece ser o presidente do Senado, Renan Calheiros. Novo grampo divulgado nesta quinta-feira revela uma segunda conversa em que o ex-presidente da Transpetro faz o senador alagoano “falar”.

No áudio, Renan Calheiros revela uma estratégia para ajudar na defesa de Delcídio Amaral na comissão de ética do Senado e chama o procurador geral da república, Rodrigo Janot, de mau-caráter.

O senador, que costuma “medir palavras” falou bem mais do que devia. Embora os diálogos ainda não tenham nada de comprometedor certamente deixarão Renan Calheiros em maus lençóis com personagens como Janot, Aécio e Pauderney.

Veja trechos da conversa reproduzidos pelo G1:

SÉRGIO MACHADO: Agora esse Janot, Renan, é o maior mau caráter da face da terra.
RENAN: Mau caráter! Mau caráter! E faz tudo que essa força-tarefa (Lava jato) quer.
SÉRGIO MACHADO: É, ele não manda. E ele é mau caráter. E ele quer sair como herói. E tem que se encontrar uma fórmula de dar um chega pra lá nessa negociação ampla pra poder segurar esse pessoal (Lava Jato). Eles estão se achando o dono do mundo.
RENAN: Dono do mundo.
SÉRGIO MACHADO: E o PSDB pensava que não, mas o Aécio agora sabe. O Aécio, Renan, é o cara mais vulnerável do mundo.
RENAN: É…
SÉRGIO MACHADO: O Aécio é vulnerabilíssimo. Vulnerabilíssimo! Há muito tempo.
SÉRGIO MACHADO: Como que você tem cara de pau, Renan, aquele cara Pauderney que agora virou herói. Um cara mais corrupto que aquele não existe, Pauderney Avelino.
RENAN: Pauderney Avelino.
RENAN: Mendocinha.
Veja aqui o texto do G1 na íntegra:
http://g1.globo.com/politica/operacao-lava-jato/noticia/2016/05/gravacao-mostra-renan-orientando-defesa-de-delcidio.html

Em nota, Renan Calheiros lembra que acelerou julgamento de Delcídio

Veja a nota da assessoria de imprensa do Senado:

Nota Pública

O Senador Renan Calheiros reitera que não tomou nenhuma iniciativa ou fez gestões para dificultar ou obstruir as investigações da operação Lava Jato, até porque elas são intocáveis e, por essa razão, não adianta o desespero de nenhum delator.

Quanto ao caso do ex-senador Delcídio do Amaral, o senador lembra que acelerou o processo de cassação no plenário às vésperas da votação do impeachment. O desfecho do processo de cassação é conhecido, foi público e a agilização do processo foi destaque em vários jornais. Na fase do Conselho de Ética opinou com um amigo do ex-senador, mas disse que o processo não podia ficar parado, como não ficou.

O Senador não pode se responsabilizar por considerações de terceiros sobre pessoas, autoridades ou o quadro político nacional.

Reafirma ainda que suas opiniões sobre aprimoramentos de legislação foram e continuarão públicas. Não apenas ao tema mencionado nos diálogos, mas também na defesa de que a pena para delações não confirmadas sejam agravadas.

Assessoria de Imprensa
Presidência do Senado Federal

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Redação

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