Agora é oficial: Almeida tira licença de 122 dias e Val Amélio assume mandato nesta terça

O deputado federal Cícero Almeida (PMDB), pré-candidato a prefeito de Maceió, pediu licença do mandato na Câmara dos Deputados nesta segunda-feira, 23. A informação é oficial e está no histórico da movimentação parlamentar da Casa, como revela pesquisa feita pelo blog da Edivaldo Junior:

“CÍCERO ALMEIDA – PMDB/ AL

23/5/2016 – Licença Conjunta Consecutiva por 122 dia(s) – Licença para tratamento de saúde por 2 dias e para tratar de interesse particular por 120 dias()”

Se a licença fosse de 120 dias ou menos, ninguém assumiria a vaga. Com esse “tamanho”, o primeiro suplente do PRTB vai substituir Almeida durante seu afastamento.

Val Amélio já foi convocado e deve assumir o mandato na Câmara Federal já nesta terça-feira pela manhã. O primeiro suplente será o mais jovem deputado federal de Alagoas, com apenas 22 anos.

Acompanhado de dirigentes do PRTB, o suplente que é filho do conselheiro do Tribunal de Contas, Cícero Amélio, não quer falar sobre o mandato antes de sua posse.

Com o mandato com um prazo de validade tão curto, Val Amélio não terá, por enquanto, a mesma força de Nivaldo Albuquerque, suplente que assumiu o mandato no lugar de Maurício Quintella, nomeado ministro dos Transportes.

O mandato de Nivaldo pode ser curto, dependendo do desempenho do ministro, ou do retorno de Dilma Roussef, mas pelo que está posto hoje, pode durar pelo menos dois anos.

Val dependerá da vitória de Almeida em outubro ou de sua cassação para esticar o mandato além dos quatro meses.

Retardando o julgamento da cassação

O processo de cassação do mandato de Cícero Almeida, por infidelidade partidária, não será interrompido no TSE, apesar da licença. Mesmo que o PRTB, autor do pedido, decidisse não seria mais possível uma desistência.

Apesar de registrar que o processo de cassação agora está sob “domínio” do Ministério Público, um dos advogados do PRTB acredita que a “pressa” será menor, em função do “gesto” do deputado.  “Certamente a pressão pelo julgamento será menor, até porque o partido, principal interessado, estará representado na Câmara Federal com um deputado”, pondera.

EJ

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Redação

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