Crise reduz safra 13/14 para 21 mi de toneladas de cana

Com a safra 13/14 chegando ao final com uma expectativa de moagem de 21 milhões de toneladas de cana, o presidente do Sindaçúcar-AL, Pedro Robério Nogueira, afirma que o setor sucroenergético alagoano vive a pior crise de sua história.

“É uma constatação. A performance desta safra não pode ser comparada com nenhuma outra já existente em Alagoas”, afirmou Nogueira, lembrando que nas duas últimas safras o setor beneficiou em Alagoas 23 milhões de toneladas de cana, no ciclo 12/13, e 26 milhões de toneladas de cana na moagem 11/12.

“A quantidade de cana beneficiada vem caindo nas últimas três safras. São perdas que quase cinco milhões toneladas de cana. Já tivemos safras no Estado de 30 milhões de toneladas de cana. Este cenário é desastroso para as empresas e dramático para Alagoas”, alertou Nogueira.

Segundo ele, apesar de no passado as grandes crises terem sido provocadas também por questões climáticas, a estiagem prolongada nesta safra foi a mais grave da história da região canavieira alagoana.

“A seca foi perversa com o canavial. A falta de chuva reduziu a quantidade de cana ofertada para as usinas, além do longo período de estiagem ter afetado o desenvolvimento da cana. Com isso, houve redução de volume de cana e de produto final o que nunca ocorreu antes”, esclareceu o presidente do Sindaçúcar-AL.

Pedro Robério afirmou ainda que a crise que afeta o setor também foi provocada pelos reflexos da crise financeira mundial de 2008. “As empresas ainda não se recuperaram e são penalizadas pela redução da oferta de crédito no mercado”, reforçou.

Chuva

O líder do setor sucroenergético alagoano afirmou que, apesar da crise, as perspectivas para a safra 14/15 são positivas. “No momento, estamos com chuvas dentro da média histórica para o período. Com isso, não seria excesso de otimismo assegurar que a próxima safra será maior que a atual. Vamos ter uma quantidade de cana maior”, declarou.

Pedro Robério afirmou ainda que se houver uma normalidade financeira do mercado, as empresas que não moeram no ciclo 13/14, por conta de problemas econômicos, terão condições de voltar a funcionar. “Afinal, elas não foram desmontadas e a cana não se perder pelo motivo de uma usina não operar numa determinada safra”, finalizou.

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Redação

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