Zona livre de aftosa com vacinação fortalece agropecuária em Alagoas

Zona livre de aftosa com vacinação fortalece agropecuária em Alagoas

O Estado de Alagoas é, desde outubro de 2013, zona livre de aftosa com vacinação. Todos os criadores alagoanos já vendem seus animais para qualquer estado brasileiro, o que fortalece ainda mais a economia agropecuária – do grande criador ao agricultor familiar.

Em maio próximo, um novo passo será dado com a certificação internacional do Estado que será dada pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), durante a 82ª Seção Geral da Assembleia Mundial de Delegados, que ocorrerá em Paris, na França, no período de 25 a 30 de maio.

No passado, 10 anos atrás, o criador Geraldo Macedo, que tem uma fazenda de pasto de 400 tarefas na zona rural de Arapiraca, vivia no prejuízo, e com sérios problemas para vender seu rebanho para fora das divisas do Estado de Alagoas, e até mesmo nas feiras de gado no Estado.

“Há 15 anos os criadores ainda trabalhavam usando gás e creolina no cangote do boi contra a doença, mas não adiantava, o gado morria, o casco apodrecia. Hoje, o Governo conseguiu chegar à zona livre da febre aftosa com vacinação. Foi tudo para gente, hoje temos a quem procurar”, afirma Macedo.

Macedo tem entre seu rebanho, 220 bois da raça nelore, entre vacas matrizes, novilhos, bezerros e também ovinos e caprinos. Ele é considerado pelos técnicos da Adeal (Agência de Defesa e Inspeção Agropecuária de Alagoas) um criador exemplar. No próximo dia 1º de maio, quando se inicia mais uma etapa de vacinação ele deve ser o primeiro a comprar as vacinas e só movimenta os animais com a Guia de Trânsito Animal (GTA).

Orgulhoso de seu rebanho ele não gosta de lembrar o passado, quando chegou a ter 400 cabeças, hoje ele ajuda outros criadores, principalmente os da região sertaneja, comprando gado para engorda. O produtor lembra seu passado de vaqueiro e solta a voz num grito de aboio, fazendo os nelores dispararem em sua direção. É o campo vivendo um novo momento, com o fim da aftosa com vacinação. Mas ele faz um alerta: “É preciso vacinar! Vacina não é remédio, mas prevenção”.

Agência de Defesa Agropecuária

Criada em 2006, a Adeal foi o grande passo que Alagoas deu para que o Estado pudesse dar início ao processo de erradicação da febre aftosa. Com o objetivo de criar uma logística capaz de combater com maior eficiência a doença, em 2007, o Governo do Estado realizou concurso público para preenchimento de vagas, com a finalidade de estruturar o órgão estadual de defesa agropecuária.

Atualmente, o combate à aftosa em Alagoas conta com uma força-tarefa formada por mais de 300 profissionais. Segundo o presidente da Adeal, Marcelo Lima, o órgão conta com uma frota de 62 veículos e 32 motos adquiridos por intermédio de convênios firmados com o Ministério da Agricultura e a Secretaria de Estado da Agricultura e do Desenvolvimento Agrário (Seagri).

A Adeal tem uma estrutura física composta pelo prédio sede, além de três escritórios regionais, 15 Unidades Locais de Sanidade Animal e Vegetal; 80 Escritórios de Apoio a Comunidade e cinco barreiras fixas, atendendo mais de 60 mil produtores rurais. O presidente da Adeal lembra que a vacinação ainda é obrigatória para a manutenção do status sanitário. “Com muito esforço conquistamos a zona livre com vacinação, mas o nosso trabalho está só começando. Mais do que nunca é preciso unir forças na luta contra a aftosa”, finalizou.

Agência Alagoas

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