Servidores da Adeal realizam paralisação na próxima semana

Servidores da Agência de Defesa e Inspeção Agropecuária de Alagoas (Adeal) irão realizar uma paralisação de advertência na próxima terça-feira, dia 22 de abril. A concentração será na frente da sede da Adeal, no bairro do Poço. O movimento pretende reunir funcionários dos escritórios de todos os municípios do Estado.

A pauta da reivindicação, segundo o Sindicato dos Servidores de Fiscalização Estadual Agropecuária de Alagoas (Sinfeagro), é a implantação do plano de cargos e carreiras, o pagamento de diárias atrasados, melhoria da estrutura e a revisão da legislação.

De acordo com o presidente do sindicato, José Arnaldo Gomes, o plano de cargos e carreiras foi um dos compromissos que o governador do Estado, Teotonio Vilela Filho, junto com a Adeal e a Secretaria de Estado da Agricultura e Desenvolvimento Agrário (Seagri), firmou com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) para receber o certificado de zona livre da aftosa com vacinação.

O Sinfeagro afirma que a Secretaria de Estado da Gestão Pública (Segesp) divulgou que o processo foi movimentado entre outubro do ano passado até o início de abril deste ano, mas desde então o processo parou e não foi encaminhado para a Assembleia Legislativa de Alagoas (ALE). “Outros processos foram encaminhados para a Assembleia e o da Adeal não foi. Desde de que saiu o convite da Organização Mundial de Saúde (OIE) para ir a Paris, o processo parou”, afirma o presidente do sindicato José Arnaldo, se referindo a Seção Geral da Assembleia Mundial de Delegados que ocorrerá na França no final de maio. Durante o evento, a OIE analisará a certificação internacional de Alagoas como zona livre da aftosa com vacinação.

Outra pauta reivindicada é o corte de servidores da Companhia Alagoana de Recursos Humanos e Patrimoniais (CARHP). José Arnaldo afirma que foram perdidos 80 servidores, após demissões e exonerações. O quadro atual de servidores da Adeal é de 165 efetivos e 33 cedidos pela CARHP. “São 198 funcionários para atender todos os municípios alagoanos”, declara o sindicalista.

A estrutura física da Agência também é reivindicada. Para o Sinfeagro, o prédio está abandonado. José Arnaldo destaca, ainda, que o pagamento das diárias de viagens dos funcionários está atrasado e legislação da agência está ultrapassada. “Atualmente, um criador de uma única vaca que não vacina o animal paga o mesmo valor de multa para um criador que tenha 10 mil vacas”, aponta José Arnaldo.

O presidente do Sinfeagro afirmou que tentou entrar em contato com o governo do Estado, mas não teve resposta. “Ficamos à deriva e não foi dada nenhuma justificativa”, conclui.

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Redação

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