Criadores do Nordeste reclamam da falta de milho para ração animal

Alagoas é um dos Estados mais prejudicados com o desabastecimento na região Nordeste. O último carregamento de milho do programa de vendas em balcão chegou lá em dezembro do ano passado.

– O milho não chega. Nós estamos vivendo um período muito grande de estiagem, onde a produção foi drasticamente afetada, a produção de grãos também não existiu – reclama o presidente da Associação de Criadores de Alagoas, Domício Silva.

A Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados se reuniu nesta terça, dia 15, em Brasília (DF) e criticou a portaria interministerial 223, que limita o benefício a pequenos criadores e reduz o direito de compra de 14 para três toneladas por mês.

– Se o governo federal tem a intenção que esse programa funcione, ele tem que fazer alguns ajustes na quantidade de milho adquirido, no prazo dessas portarias e principalmente na quantidade que é disponibilizada para cada beneficiário – explica Silva.

O governo afirma que a situação está sendo tratada como prioridade e que a venda de balcão, por ter preços bem abaixo do mercado, é voltada ao pequeno produtor.

O diretor de abastecimento e comercialização da Secretaria de Política Agrícola, do Ministério da Agricultura (Mapa), Edilson Guimarães, afirmou que o governo está fazendo no Nordeste a venda de estoque público, o VEP.

– Ofertamos 25 mil toneladas para todo o Nordeste, para pegar um produtor um pouco maior – garantiu.

O Mapa confirmou, para a próxima semana, a compra de 60 mil toneladas de milho para o Nordeste. Mas admitiu que o volume não resolve o problema de abastecimento da região. A Conab também foi convidada para participar da audiência pública, mas não compareceu.

Rural BR

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Bccom Comunicação

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