Apesar da falência, Grupo JL paga mais de R$ 40 mil a executivos

O futuro da Laginha Agroindustrial S/A, holding que controla as empresas do Grupo João Lyra, que teve falência decretada pela Justiça de Alagoas em 19 de fevereiro deste ano continua incerto

Quase 20 dias após a mudança de direção – o administrador judicial Ademar Amorim Fiel assumiu como síndico da massa falida no dia 25 de março – os credores esperam que sejam anunciadas as primeiras medidas efetivas.

Entre as primeiras providências está a criação de um novo CNPJ para a massa falida. Pelo que apurei é algo que está sendo providenciado.

Por enquanto as únicas informações que circulam é sobre a situação do grupo. Existe um grande esforço para colocar em operação ao menos uma das duas usinas de Minas Gerais, o que deve se concretizar até o final deste mês.

Outro detalhe interessante que “vazou” após a intervenção do administrador judicial foi os valores dos salários pagos aos executivos. “Mesmo com toda essa crise tinham gestores recendo R$ 30 mil, R$ 35 mil e até R$ 45 mil de salários. Ninguém sabe se esses valores serão mantidos ou se os interventores vão reduzir esses salários”, revela um funcionário do grupo.

Assembleia

Para os credores – principalmente os fornecedores de cana-de-açúcar – a esperança é que o juiz da comarca de Coruripe, George Leão de Omena, convoque o quanto antes a Assembleia de Credores.

A assembleia é soberana e vai decidir o que deve ser feito, optando inclusive pela venda ou não de ativos do grupo para pagamento das dívidas.

“Tem fornecedor de cana que está na amargura, na miséria, alguns até em depressão porque podem perder tudo que tem se não receberem seus créditos no grupo João Lyra”, aponta um fornecedor de cana.

Recursos

Por enquanto o que vale para o Grupo JL é o que foi decidido pelo titular da Comarca de Coruripe, George Leão de Omena. Em ato publicado no Diário Oficial da Justiça no dia 20 de março o magistrado determinou a posse do administrador Ademar Fiel.

Para tentar retomar o comando do Grupo JL o empresário entrou com dois recursos no Tribunal de Justiça, através de seus advogados: recurso especial que deve subir para o STJ e uma medida cautelar em que João Lyra pede que a decisão (de falência) seja suspensa até o julgamento na corte superior.

De acordo com o site do TJ, existe uma ação do dia 14 de março ( Processo: 0800814-76.2014.8.02.0900),  classificada como “Classe: Cautelar Inominada”. A Medida Cautelar foi distribuída para a presidência do Tribunal  de Justiça e o relator é o desembargador José Carlos Malta Marques.

A assessoria de comunicação do TJ/AL informa que o presidente não deu prazo para tomar sua decisão.

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Redação

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