Pesquisa dará novo impulso à bioeconomia

Diversos produtos de origem biológica têm sido usados nas mais variadas áreas, como produção de energia, agropecuária e fabricação de cosméticos, por exemplo. Esses produtos se tornam ativos econômicos que impulsionam a chamada bioeconomia. “A bioeconomia é a valoração de produtos da natureza, vegetais e animais”, definiu Elisio Contini, pesquisador da Embrapa.

Para muitos especialistas, a bioeconomia significa a transição para uma nova era industrial. “O processo de criação de frangos e suínos pouco tem a ver com o modo que produzíamos há 50 anos. Hoje são praticamente biofábricas”, explicou o pesquisador.

“A ciência veio para dar um novo impulso a essa área”, afirmou Contini. Biotecnologia, nanotecnologia, bioquímica são ramificações da ciência que servem de base para a bioeconomia atual.

O tema também se apresenta como uma alternativa sustentável de produção e de comércio. “A preocupação é cada vez mais usar produtos renováveis.” A substituição de recursos finitos, como o petróleo, por materiais biológicos renováveis, como o biodiesel e o etanol, por exemplo, é uma das vertentes da bioeconomia. “Essa é a onda, com muita força na Europa, e o Brasil também está entrando nessa onda”, disse.

O Brasil tem grande potencial de desenvolvimento dessa área.  A biodiversidade encontrada nos biomas proporcionam uma riqueza natural de recursos biológicos e um potencial de produção bem maior que de outros países. “Estamos aproveitando pouco essa diversidade brasileira. […] Nós exploramos 10% a 15% do potencial que temos. […] Se você contempla só a pesquisa e não faz a parte de processamento, o produto fica ‘capenga’ e não chega até o consumidor final”, ressaltou Contini.

Embrapa

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Redação

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