Secretária de Educação recebe alunos finalistas da Febrace

Secretária de Educação recebe alunos finalistas da Febrace

A secretária de Estado da Educação, Josicleide Moura, almoçou, nesta quinta-feira (03) com os onze alunos da Escola Estadual da Nossa Senhora da Conceição, do município da Lagoa da Canoa, finalistas da 12ª Edição da Feira Brasileira de Ciências e Engenharia (Febrace). Três deles foram premiados com medalhas e um Certificado Internacional de Tecnologia e Inovação.

Os alunos da rede pública estadual foram selecionados para expor projetos de iniciação científica na Febrace – considerada a maior feira de pré-universitários de ciências e engenharia do Brasil. De acordo com a organização da Febrace, foram selecionados para participar do evento 331 projetos finalistas entre mais de 1.800 trabalhos submetidos diretamente pelos estudantes ou indicados por umas das 75 feiras afiliadas.

Os alunos Deivid Santos de Almeida, 17 anos, e Israel Cândido dos Santos, 18 anos, ficaram em em terceiro lugar com o projeto “Pseudofruto do Anacardium Occidentale como Base para Ração de Aves”. Sem disfarçar a alegria pelo reconhecimento, eles contam que a pesquisa foi desenvolvida com o objetivo de auxiliar a produção dos pequenos produtores da região. O projeto mostrou uma maneira de baixar o custo para os criadores de aves. “É muito importante levar esses projetos para outros lugares do Brasil; criamos com o objetivo de expor e gerar resultados e benefícios para a população”, destacou Israel. “Contar com o apoio do Estado é fundamental para que possamos viajar e tornar público nossas pesquisas”, ressaltou Deivid.

Filho de agricultor e aprovado em engenharia civil no último Exame Nacional de Ensino Médio (Enem), Israel contou que desde muito tempo observou que na plantação de caju do seu pai havia o aproveitamento apenas da castanha e um alto desperdício do pedúnculo. Após um ano e meio de muitas pesquisas, Deivid que vai cursar Matemática na Ufal esse ano, conta que, juntos, descobriram que o farelo do caju tinha semelhança com o milho – alimento que servia para a alimentação das aves.

“Pensamos: se a ave come milho, ela pode comer esse farelo. Assim o caju não seria mais desperdiçado e os produtores teriam comida mais barata para alimentar suas aves”, frisou Israel. No entanto, os estudantes resolveram aprofundar a pesquisa e descobriram que apenas o farelo não seria suficiente. Isso porque não continha a proteína necessária para a nutrição completa das aves.

“Precisávamos de um complemento para o farelo, pensamos em usar a levedura, mas isso iria aumentar o custo e por ser um projeto voltado para os pequenos agricultores teria que ser algo com custo baixo”, explicou Deivid. Foi então que eles descobriram a proteína em resíduos que diariamente são jogados no lixo em domicílios. A casca de ovo, de banana, batata ou de cenoura, tem a proteína necessária para complementar a ração para aves.

A pesquisa – De acordo com os alunos, o pedúnculo do caju tem uma produção de um milhão de toneladas por ano e somente 15% dele é aproveitado no Brasil – mesmo sendo o país número um do mundo em termos de aproveitamento. Isso significa que 850 mil toneladas de caju são desperdiçados anualmente. Para comprovar a pesquisa, os alunos criaram três grupos de criação: o Grupo A alimentou-se de farelo de milho, o Grupo B alimentou-se de farelo de caju com resíduos e o Grupo C comia apenas o farelo de caju puro.

As aves do Grupo B tiveram 60 gramas a mais que o Grupo A – pesando, no final, 860 gramas. Já a do Grupo C, obteve um peso final de 750 gramas.
O Tratamento de Águas Turvas em Pequenas Comunidades com a Semente da Moringa Oleifera Lam” garantiu um Certificado Internacional de Tecnologia e Inovação para o aluno Johnny Pereira Gomes, de 18 anos, que ocupou o quarto lugar na Feira, sendo também medalhista. Johnny disse que começou com uma pesquisa bibliográfica, estudando as propriedades da semente e depois fez a pesquisa em campo – comprovando que a semente pode ser utilizada para o tratamento da água.

“Muitas pessoas da região não tem condições de tratar a água. Pensei nesse projeto como forma de ajudar a comunidade e oferecer um opção de tratamento e com isso oferecer mais saúde”, destacou o aluno. Ele disse que se sente contemplado e vitorioso com essa conquista. “Eu quero me tornar exemplo para os meus colegas. Mostrar que a gente é capaz, que podemos ter grandes vitórias. Eu acredito no potencial das pessoas e sei que com um “empurrãozinho” podemos ir muito longe. Tivemos os melhores professores e os melhores apoiadores”, reforçou o pesquisador.

Febrace – Promovida anualmente pela Escola Politécnica da USP, por meio do Laboratório de Sistemas Integráveis, tem o objetivo de despertar nos jovens o interesse pela ciência, estimulando a criatividade, a inovação e empreendedorismo. Para os organizadores do evento, os estudantes saem da Febrace com uma experiência extremamente positiva, acreditando no seu potencial e com mais perspectivas de uma carreira acadêmica e profissional.

Agência Alagoas

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