Carimbão revela como foi fechado o acordo salarial com militares

Durante as negociações entre os militares que realizavam a operação padrão e o governo do estado um nome emergiu com força. O deputado federal Givaldo Carimbão foi apontado pelos dois lados com um dos principais responsáveis pelo acordo fechado na quinta-feira, 26.

Com um forte relacionamento na PM e CB, iniciado ainda no governo de Ronaldo Lessa, há 15 anos, Carimbão foi “convocado” para atuar como intermediário. E deu certo. Nos últimos dias ele conseguiu convencer o governador Teotonio Vilela Filho a bancar o acordo que gerou impacto de R$ 6,5 milhões a partir de janeiro do próximo ano na folha da PM.

Para isso usou argumentos que se contrapôs a opinião de alguns técnicos do setor financeiro do estado. “Conseguir mostrar ao governador que era possível ceder um pouco mais, até por conta da importância dos militares para Alagoas,ainda maior nesse momento. Mostrei ao governador que a economia de Alagoas tem crescido acima do PIB nacional e por isso era possível dar o realinhamento, na condição que foi dada, alpém de antecipar o aumento para janeiro”.

Os outros investimentos – caso da compra e conserto de viaturas, aquisição de armamentos e coletes, entre outros – foram mais fáceis de resolver: “esse é apenas um problema de gestão interna. E para compensar esse atraso o governador teve de desviar investimentos de outros setores, mas tudo dentro do possível”, aponta.

O que mais pesou nos seus argumentos, segundo Carimbão, foi o fato de ele ter mostrado que existe avanços em outros setores, enquanto a segurança teve uma redução de pessoal: “no caso da saúde o governo aumentou em cinco vezes o número de leitos, que agora passa a ser de mais de 700 na rede pública. Mas no caso da PM, por exemplo, o efetivo foi reduzido. A segurança é uma área que precisa de investimentos, que é absoluta prioridade para o alagoano. O governador entendeu isso e autorizou o acordo mesmo a resistência de alguns técnicos. Por outro lado os militares também souberam ceder e contribuíram de forma decisiva para o entendimento”, aponta.

Ciro não deve aceitar ministério

A direção nacional do PROS tem recebido sinais de que Ciro Gomes não deve aceitar a indicação do partido para assumir um ministério na reforma política que será feita pela presidente Dilma Rousseff a partir de janeiro.

“Temos recebidos algumas informações de que Ciro Gomes,embora tenho dito antes que poderia aceitar, não deverá abraçar a indicação feita pelo partido. Nós consideramos que ele é um dos melhores quadros do país, mas se essa informação for confirmada deveremos procurar outro nome, até porque o convite feito a Ciro é pessoal e intransferível”, aponta Givaldo Carimbão, líder do PROS na Câmara Federal.

O PROS segundo Carimbão foi convidado para participar do primeiro escalão do governo federal, mas a pasta não foi definida. “Nos próximos dias a presidente Dilma Rousseff deve iniciar a reforma e nós vamos buscar um nome que represente bem nosso partido e os interesses do Brasil”, aponta.

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Edivaldo Junior

Edivaldo Junior

Edivaldo Junior é jornalista, colunista da Gazeta de Alagoas e editor do caderno Gazeta Rural

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