Coronel Ivon Berto destaca conquista de militares em acordo com o governo

Um dos principais líderes do movimento salarial dos militares de Alagoas – a “operação padrão” – o coronel Ivon Berto postou mensagem em sua página no Facebook defendendo o acordo que foi fechado com o governo do Estado na última quinta-feira.

Pelo que se sabe uma minoria mais radical tentou manter o movimento, apesar de o governo ter cedido além do que se esperava. É o caso da antecipação do aumento para janeiro e do realinhamento salarial, medidas que vão gerar um impacto de R$ 6,5 milhões a partir do próximo mês.

A seguir o texto postado pelo coronel Ivon Berto neste domingo, 29:

“Boa noite, Caríssimos militares, gostaria de esclarecer o que a maioria de nós decidimos, e vocês sabem que no Estado democrático de direito a maioria é soberana e devemos respeitar as decisões da Assembleia Geral, vejamos:

1. Já em Janeiro, conquistamos o serviço voluntário remunerado, nós poderemos concorrer a 08 serviços de 6 horas ao mês e receber por isso mais de mil reais, basta querer e ter trabalhado mínimo de 36 horas por semana;

2. Gratificação de uniforme também em janeiro de todos os anos;

3. Indenização de alimentação em dinheiro todo mês;

4. Lei de promoção, garantindo a redução dos interstício pela metade, ou seja o sd concorrerá a cabo com 05 anos de serviço, hoje vc sabe são 10 anos, e demais graduações, portanto o nosso praça poderá ser subten com 14 anos de serviço, hoje é após os 23 anos, acabamos com a promoção por escolha, não haverá mais interferência política nas nossas promoções, além de outros benefícios;

5. Nossa remuneração já em janeiro terá incremento de 15 a 25% a depender da antiguidade, o sd e o cb terão apenas um nível, demais graduações e postos, dois níveis, de 0 a 15 anos e acima de 15 anos, a partir de março 2% a cada mês até completar 22%, e em maio de 2015 mais 6%, portanto, juntos, nos respeitando e unidos, tivemos ganho real de 43 a 53%, e o mais importante, não só a ativa, todos da reserva, reformados e pensionista, diferente dos outros Estados;

6. Dobramos o custeio das nossas corporações, PM e CBM, o que nos traz melhores condições de ambiente de trabalho;

7. Os GPM só funcionarão com mais de 3 PMs, assim como as nossas VTR no policiamento, melhorando a segurança dos nossos colegas.

8. Evitamos a intervenção de Força Federal no nosso movimento, o que nos possibilitou negociar com o governo e obter as conquistas aprovadas pela maioria;

9. Durante todo o movimento não houve um só militar punido ou ferido, que para mim foi o mais importante.

Enfim, tenho muito orgulho da minha tropa, valorização e reconhecimento, conquistas de direitos, J U S T I Ç A! Fiquem com Deus!”

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Edivaldo Junior

Edivaldo Junior

Edivaldo Junior é jornalista, colunista da Gazeta de Alagoas e editor do caderno Gazeta Rural

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