Publicação lançada pela USP traz informações atualizadas sobre febre maculosa

A Superintendência de Gestão Ambiental (SGA) da Universidade de São Paulo (USP) lançou nesse mês de dezembro, publicação sobre a febre maculosa. Entitulado como “Febre maculosa: dinâmica da doença, hospedeiros e vetores”, o trabalho é pioneiro e é a única e referência atualizada sobre o tema. A ideia da publicação consolidou-se por meio do workshop “Capivara-Carrapato-Febre Maculosa”, realizado nos dias 29, 30 e 31 de outubro de 2012, promovido pela SGA, que reuniu especialistas no tema para discutir o problema e criar diretrizes para os campi da USP.

Ainda como parte do conjunto de ações promovidas pela SGA, com relação ao tema, foi publicada Portaria GR-6.474, de 12-12-2013, que dispõe sobre as diretrizes aplicáveis no combate aos problemas relacionados à tríade “Febre Maculosa-Carrapato-Capivara”.
A publicação é composta por quatro capítulos que tratam da prevenção, diagnóstico e tratamento médico da febre maculosa brasileira; controle do agente etiológico e vetores da febre maculosa brasileira; biologia e manejo de capivaras; diretrizes para os campi da USP.

De acordo com Miguel Cooper, professor do Departamento de Ciência do Solo (LSO) da Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” (USP/ESALQ) e assessor técnico da SGA, o grande problema é a falta de informação que as pessoas têm sobre a doença.

– Não existem muitos casos, mas a letalidade é muito alta. Com os desequilíbrios no ambiente, como a falta de predadores no caso das capivaras, o combate torna-se dificultoso. Em nossa região, a capivara é o hospedeiro, mas em outras áreas podem ser cachorros, pássaros, gambás, entre outros.

O livro tem como proposta auxiliar no manejo das capivaras, explicar o que fazer com os carrapatos e, principalmente, como reagir diante dos sintomas. Com informações técnicas sobre a doença, carrapato e capivara, atende tanto a comunidade em geral, quanto profissionais que atuam nessa área de risco.

Com tiragem de mil exemplares, o manual será distribuído para a Superintendência de Controle de Endemias (Sucen), que encaminhará às secretarias de saúde e meio ambiente das regiões endêmicas, bem como nas unidades e serviços de saúde da USP.

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Bccom Comunicação

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