Produtores de Minas Gerais adotam estratégias próprias para evitar infestação da helicoverpa

Produtores de Minas Gerais adotam estratégias próprias para evitar infestação da helicoverpa

Em Minas Gerais, os produtores ainda estão aprendendo a lidar com a lagarta Helicoverpa armigera. Com a experiência das duas últimas safras, cada produtor está adotando uma estratégia própria para evitar a infestação da praga. Neste ano de 2013, de chuvas regulares e altas temperaturas, o clima foi favorável para a produtividade das lavouras, mas também foi criado o ambiente ideal para as lagartas.

Em uma propriedade no Triangulo Mineiro, o pulverizador tem trabalho dobrado. Na lavoura de feijão, o combate à lagarta helicoverpa é intenso, só assim é possível manter a praga sob controle.

O município de Iraí de Minas (MG) é conhecido como o celeiro de produção e ao mesmo tempo tem a fama de ser o primeiro lugar de ataque de novas pragas e doenças.

– É também considerado o berço das pragas e doenças. Por ter várias culturas, cultivadas o ano inteiro, devido aos pivôs centrais, as doenças aqui chegam primeiro.  Falam que em outros lugares acharam helicoverpa, aqui nós já temos problema com ela desde 2011 – afirma o presidente do Sindicato dos Produtores Rurais de Iraí de Minas, Marques Jose Naves.

Quando os produtores da região descobriram os primeiros ataques, em 2011, acreditavam ser uma lagarta desconhecida.

– Nós nem sabíamos o que era helicoverpa. Helicoverpa mesmo nós aprendemos a falar este ano. Antes era tudo lagarta – diz o produtor rural, Ivalino Pedro Furlanetto.

Furlanetto conta que perdeu, na safra 2011/2012, 10 sacas de soja por hectare, e aumentou o custo de produção em 30% na tentativa de controlar a praga.  Na safra 2012/2013, ele começou a adotar uma estratégia intensiva de combate, aplicando produtos de 10 em 10 dias. O produtor venceu a lagarta com um custo de 10% acima do previsto, mas sem perder a produtividade. Para a safra atual, os cuidados são ainda maiores.

Os produtores identificaram ataques da lagarta com maior infestação nas áreas onde teve cobertura de inverno com a produção de safrinha.

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Redação

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