Folha diz que Renan trabalha por candidatura de Renan Filho ao governo

A reportagem da Folha repercutiu um encontro de duas horas entre a presidente Dilma Rousseff e o senador Renan Calheiros (PMDB-AL) na segunda-feira,4 . Após a conversa, o presidente do Senado avisou que que desistiu de colocar em votação “neste ano” o projeto do BC independente.

“Os governos são contra a regulamentação. A oposição também. Isso, na verdade, interditou o debate que parecia amadurecido”, explicou depois de anunciar, na semana passada iria colocar o projeto em votação ainda este ano num gesto foi interpretado como um “recado” a Dilma, depois da interinidade do secretário-executivo Francisco Teixeira no Ministério da Integração Nacional – vaga que “deveria” ser do senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), nome do PMDB para o cargo.

Renan nega, no entanto que tenha falado sobre BC com Dilma e,segundo revelou a Folha, nas duas horas de conversa a presidente ele tratou da aliança do PT com o PMDB nos principais Estados. Após o encontro Renan disse que a aliança está “certíssima” e “mais do que nunca consolidada”.

Mas não será tão fácil assim. PMDB e PT disputam em palanques diferentes em diversos Estados – o que deve levar Dilma a ter dois ou até três palanques na campanha à reeleição. É o caso Rio de Janeiro (o PMDB vai de Luiz Fernando Pezão e o PT de Lindbergh Farias).

No Ceará, o senador Eunício Oliveira (PMDB) lançado candidato a governador por Renan, não terá o apoio do PT que deve apoiar de Leônidas Cristino (Pros), que concorre com apoio do atual governador Cid Gomes (Pros).

Em Alagoas o PT não definiu apoio e pode ter um palanque diferente de Renan Calheiros em 2014. Foi pelo menos o que sinalizou o ex-presidente Lula num encontro com dirigentes locais. Essa questão teria sido, segundo a Folha, resolvida na reunião, quando Dilma teria garantido a Renan o apoio do PT local a um nome do PMDB.

Esse nome, segundo a reportagem deverá ser mesmo o de Renan Filho.

“Em Alagoas, Renan trabalha pela candidatura do filho, o deputado Renan Filho (PMDB-AL), para o governo do Estado. Também não descarta entrar na disputa caso o nome do filho não cresça nas pesquisas de intenções de votos”.

Depois da conversa com a presidente, Renan disse que o PT vai apoiar o seu candidato e minimizou os conflitos estaduais.

“É natural que o PT apoie o PMDB [em Alagoas], independente de quem seja o candidato. Excesso de candidaturas não é problema, é solução. O problema é falta”, afirmou.
Renan classificou de “naturais” as tensões entre os dois partidos nos Estados ao afirmar que a aliança nacional terá “muita força” nas disputas locais.

“A aliança PMDB e PT está certíssima, mais do que nunca consolidada. O que você vai ter que montar é a circunstância de cada estado. Mas isso, o processo político recomenda que façamos conversas e mais conversas. Conversar não arranca pedaço”, disse.

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Edivaldo Junior

Edivaldo Junior

Edivaldo Junior é jornalista, colunista da Gazeta de Alagoas e editor do caderno Gazeta Rural

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